Além da energia: o que faz e como funciona uma cooperativa de infraestrutura

Publicado em: 22 novembro - 2021

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Instituições que nasceram para levar energia às pequenas comunidades, tornam-se referência em projetos sociais e serviços para os cooperados

Em 1960, quando um grupo de agricultores da localidade de Santa Maria, comunidade de Benedito Novo, no Vale do Itajaí, se reuniu para tomar uma cerveja em frente à igreja, uma ideia nasceu. Não havia energia elétrica na localidade rural, e a bebida quente suscitou a necessidade de um gerador. Do gerador à fundação da cooperativa que levaria energia elétrica para a área rural em Santa Maria e Alto Benedito Novo, foi um passo. Poder ouvir rádio, utilizar o ferro de passar ou ligar a geladeira, só foi possível por meio da união do grupo, com o apoio do pároco local.

A história da Cooperativa Geradora de Energia Elétrica de Santa Maria, a Ceesam, se repete em boa parte das 21 cooperativas filiadas à Federação das Cooperativas de Energia de Santa Catarina, a Fecoerusc. Essas empresas de propriedade coletiva, nasceram para atender uma necessidade social e econômica em comum, geralmente de moradores das pequenas comunidades: ter energia elétrica com qualidade e custo acessível. Décadas depois, as cidades cresceram e as cooperativas também.

Levar energia elétrica com atendimento ágil, estabilidade e menores custos, são metas perseguidas pelas cooperativas do segmento de infraestrutura, que é um dos sete ramos de atuação do cooperativismo, estabelecidos pela Organização das Cooperativas Brasileiras, a OCB.

A Cooperativa Pioneira de Eletrificação, a Coopera, com sede em Forquilhinha, por exemplo, orgulha-se de ter a menor tarifa de energia do Brasil, de acordo com o reajuste realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, em 2021.

“Não só a equipe técnica, mas os associados se engajaram para que chegássemos a esse patamar. O desafio é manter essa tarifa competitiva e seguir projetando investimentos para os cooperados”, conta Rogério Feller, gerente geral da Coopera.

Nas cooperativas de energia, o atendimento é próximo porque o usuário também é cooperado. Para fazer parte da Instituição como sócio, ele precisa aportar um valor chamado de capital social. Esse capital varia de cooperativa para cooperativa, e é pago apenas uma vez, tornando-se uma espécie de “cota” de entrada na sociedade.

Como membro, o associado pode participar da Assembleia, que é a instância de decisão, além de usufruir dos resultados ou sobras gerados. Esse retorno financeiro pode representar desconto na fatura de energia. “Essa energia mais barata e o desconto direto na fatura, representam um custo menor para a minha safra e mais sobras”, conta Silvino Gava, rizicultor e cooperado da Coopera.

Interesse pela comunidade

Décadas depois de serem fundadas, muitas cooperativas de energia comprovam que é possível ir além do essencial, e cumprir os princípios universais do cooperativismo. Na Cooperativa de Eletricidade de Jacinto Machado, a Cejama, o projeto “Costurando o futuro” é um exemplo disto.

A iniciativa que formou a sua primeira turma em 2019, oferece gratuitamente para as associadas o curso de 120 horas aula de corte e costura industrial. A entrega representa novas possibilidades profissionais para as participantes. “As associadas tem a oportunidade de aprendizado e formação profissional, contribuindo para o seu futuro”, explica Adelar Machado de Oliveira, presidente da Cejama. Acesse o site para saber mais sobre os impactos gerados pelas cooperativas filiadas à Fecoerusc.


Fonte: G1


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