Com o apoio da cooperativa jovem inova e impulsiona a fazenda

Publicado em: 29 novembro - 2021

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Se muitos filhos ainda não se motivaram em trabalhar com a família no campo, preferindo uma colocação na cidade, outros tantos já perceberam que a chance de construírem uma carreira profissional de sucesso está justamente ali.  

É o que se pode avaliar pelo histórico do jovem produtor Lucas Yamanaka, de 24 anos, que divide com o pai o comando de 90 alqueires (217,8 hectares) de produção de grãos no município de Marilândia do Sul, norte do Paraná, onde são atendidos pela unidade da Cocamar de Tamarana. O Rally Cocamar de Produtividade esteve lá, no dia 25/11, para conhecer a experiência dessa família.

Acadêmico do curso de administração de empresas e trabalhando desde os 19 anos ao lado do pai Mário, de 63, Lucas conta que aos 17 anos deixou a casa dos pais, na propriedade, para estudar e decidir sobre qual profissão seguir.

“Minha decisão foi a de voltar porque eu gosto da gestão”, disse ele, explicando o motivo pelo qual optou em ser administrador de empresa e não engenheiro agrônomo. “Se estudasse agronomia, meus conhecimentos ficariam limitados à parte técnica, enquanto a gestão envolve vários outros fatores. “Administrar uma fazenda é um grande desafio e isto me motiva”, afirmou.

“Se ele gosta de tecnologia, vamos em frente”, disse o pai, que deu sinal verde ao filho para, a partir de um planejamento, implementar um programa de investimentos em inovações com o objetivo de extrair todo o potencial produtivo das terras.

“A tecnologia sai caro para quem não sabe usar”, avaliou Lucas, explicando que, a médio prazo, o investimento se paga e garante retorno, mas para isso é preciso, também, fazer um bom gerenciamento, para ter o controle dos custos.

A respeito da Cocamar, da qual ele e o pai passaram a fazer parte como cooperados no ano passado, Lucas disse que um dos diferenciais é justamente esse fomento ao uso de tecnologias para a maior eficiência da atividade, o que ele disse não encontrar em outras cooperativas.

Os Yamanaka partiram para a aquisição de maquinários mais modernos, junto a Cocamar Máquinas (concessionária John Deere), como um trator e uma plantadeira com desligamento de linhas, que gera economia de sementes. Trabalhando com agricultura de precisão, eles contam com piloto automático e, entre vários outros recursos, uma pulverizadora com corte de seção.

Nesta safra de verão 2021/22, a família adotou o mapeamento do plantio feito com drone e, do total de 90 alqueires, 60 são de lavouras de soja (destinadas à produção de sementes) e 30 de milho, fazendo a gestão financeira e operacional por aplicativos, ou seja, acompanhando tudo na palma da mão.

“Investimos bastante no digital, o que, entre outros benefícios, facilita o controle, possibilita economizar, conhecer os gargalos, otimizar o operacional”, acrescentou Lucas. “Foi uma mudança muito grande e para muito melhor”, frisou o pai.  

No seu planejamento, Lucas disse trabalhar com uma visão de futuro, mas de longo prazo “e com os pés no chão”, de maneira a subir um degrau de cada vez. Ele almeja chegar a uma média de 100 sacas de soja por hectare, o que equivale a 240 sacas/alqueire. Segundo Lucas, isto não é sonho, mas algo que pode ser alcançado nos próximos anos, em um crescimento sustentável, lembrando que na última safra sua média ficou em 70 sacas/hectare (168/alqueire).

Já no milho verão, a produtividade média tem girado ao redor de 185,9 sacas por hectare (450/alqueire), mas neste ano, se o clima ajudar, a produtividade é estimada em 206 sacas por hectare (500/alqueire). “Hoje, o milho é uma cultura mais rentável que a soja”, completou.

Diferente do que acontece com produtores de outras regiões, os Yamanaka não priorizam a safra de inverno, período em que a maior parte das terras é mantida com cobertura (aveia preta e uma mistura de nabo forrageiro, centeio e ervilhaca), para reestruturar o solo e produzir palhada para o plantio direto, o que favorece a cultura de verão e inibe o surgimento de ervas, sendo uma área menor cultivada com trigo (cuja média é de 72,7 sacas/hectare ou 160/alqueire).

Segundo Lucas, o objetivo é centrar esforços no verão e fazer o plantio na janela ideal, sem riscos de atrasos em função da cultura anterior.

“Ao ver um exemplo de sucessão bem planejado, como dessa família, em que o filho retorna para a propriedade trazendo muita inovação, é gratificante saber que a Cocamar está participando do crescimento deles”, afirmou Fernando Stephano, gerente das unidades da Cocamar em Tamarana e Serrinha.

“É uma família muito desenvolvida tecnologicamente, com estandes de soja e milho bem estabelecidos. As lavouras se apresentam ainda melhores que na comparação com o ano passado”, disse Eduardo Barros Pires, engenheiro agrônomo Cocamar/Tamarana.

“Ver tudo o que eles estão fazendo aqui é incrível, pra nós é uma grande oportunidade. Ver o Lucas falando de todas as tecnologias que ele conseguiu implementar, com o apoio do pai dele, a propriedade deu um salto e, com certeza, eles estão se consolidando como referência”, pontuou Gustavo Peri, da Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, que acompanhou a viagem do Rally à Tamarana e Marilândia do Sul.

Em sua sétima edição consecutiva, o Rally Cocamar de Produtividade conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo.


Fonte: Imprensa Cocamar


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