Cooperativismo habitacional aumenta papel social diante da crise gerada pela pandemia

Publicado em: 26 janeiro - 2021

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Protagonista para o fim do déficit habitacional, segmento agrega centenas de famílias que buscam uma moradia segura

Frente aos desafios que 2020 trouxe a todos os setores socioeconômicos, o cooperativismo não só conseguiu mais espaço para expandir uma política justa de negócios, mas se adaptou para chegar ainda mais próximo de quem almeja um País que cresça sob o pilar da equidade. No setor habitacional, ferramentas digitais foram atualizadas para garantir que nenhuma oportunidade fosse perdida. E por meio de assinaturas eletrônicas, a Cooperativa CICOM, que atua na Grande São Paulo teve 350 novas adesões no último ano.

Se, de acordo com o anuário do Sistema OCB, em 2019 o número de cooperados de todos os setores aumentou quase 1 milhão com relação ao ano anterior, não se espera que tenha sido menos em 2020. Foi graças a esse modelo mais independente e acessível que, mesmo em meio aos caos, mais de mil famílias se associaram para realizar a tão sonhada aquisição da casa própria por meio da CICOM.

“Dois novos empreendimentos Fazenda da Serra e Mirante da Serra foram lançados, este último em parceria com a Caixa Econômica Federal. Juntos os dois empreendimentos somam 1060 unidades habitacionais na cidade de Guarulhos e que vão oportunizar uma habitação digna às famílias associadas. Outros novos projetos devem ser liberados ainda no primeiro semestre de 2021”, conta Carlos Massini, diretor executivo da CICOM.

Massini explica que durante o período de afastamento social medidas foram tomadas para facilitar o acesso dos cooperados. “Atualizamos as ferramentas digitais para atendimento aos cooperados, com assinatura eletrônica para novas adesões, integralização de cotas-partes por meio digital, nova central de atendimento telefônico e WhatsApp para os sócios-cooperados” conta. Ferramentas que mantiveram a conexão entre cooperativa e cooperados e impulsionaram a adesão de novos interessados.

Sem dúvidas, as dificuldades econômicas somadas às mudanças de comportamento implicaram na reavaliação das prioridades e fizeram com que o brasileiro aproveitasse a queda dos juros para priorizar a casa própria. “O medo fez com que as pessoas pensassem mais sobre a vida que levam e a vida que querem ter, e me parece que partiram para a ideia de ter ao menos um lugar seguro para ficar”, pondera Massini. O setor habitacional registrou no último ano os melhores números desde 2014, até julho o Sindicato da Habitação de São Paulo registrou um aumento de 46,3% nas vendas de imóveis no estado.

Cooperativismo em 2021

De acordo com Carlos Massini, neste ano a Cooperativa CICOM vai intensificar os trabalhos para a regularização fundiária, apropriando-se da Lei 13.465/17 para regularizar assentamentos urbanos e reduzir o déficit habitacional. A implantação de novos empreendimentos habitacionais em outras localidades do Estado de São Paulo, como na Zona Leste, e também no interior e no litoral fazem parte dos planos de expansão.

As cooperativas serão e já estão sendo muito importantes. Nós queremos não só a retomada do desenvolvimento, mas uma retomada que amplie possibilidades, que não leve a monopólios e oligopólios, mas que amplie o número de agentes econômicos que atuam na promoção do desenvolvimento. As cooperativas são isso e muito mais, são entidades que buscam e promovem a distribuição de renda, a diminuição das desigualdades. Portanto, promovem a justiça social”, define o deputado federal Arnaldo Jardim, um dos representantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Números atuais mostram que no Brasil, 5.314 cooperativas unem 15,5 milhões de pessoas em prol de mudança e evolução social. Os setores que mais mobilizam a população são: crédito, com 10.786.317 associados; seguido de consumo, com 2.025.545; e Infraestrutura, que tem 1.138.786 cooperados.


Fonte: Imprensa CICOM


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