Programa Cooperjovem leva o cooperativismo para as escolas

Publicado em: 01 abril - 2021

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Contribuir para a formação de educadores e crianças a partir da disseminação da cultura cooperativista. Esse é o objetivo do Programa Cooperjovem, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Juntamente a mais de vinte cooperativas paranaenses, o programa alcança aproximadamente 34 mil alunos, 2.200 professores e 348 escolas em 66 municípios do estado, sendo direcionado a alunos do 1.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental.

Na Cocari, o Cooperjovem é realizado com apoio do Sescoop/PR e das prefeituras municipais. A parceria teve início em 2003, em conjunto com a Secretaria de Educação de Mandaguari, município Sede da cooperativa. Atualmente, também participam estudantes de Jandaia do Sul e Kaloré. Em Marialva, o programa é desenvolvido a partir de parceria com a Apae. No total, 12 escolas e aproximadamente 800 alunos desenvolvem iniciativas de educação cooperativista em sala de aula por meio do apoio da cooperativa.

Para o presidente da Cocari, Marcos Antonio Trintinalha, o Cooperjovem é uma das ferramentas mais importantes dentro do cooperativismo. “Por meio de uma parceria forte com o Sescoop/PR, que é o nosso correspondente no Sistema S, investimos na formação de professores, para orientá-los na aplicação dos princípios cooperativistas em suas práticas pedagógicas. Com o Cooperjovem, já na infância, podemos incutir o processo de cooperar e mostrar os benefícios de agir em cooperação. Essa formação com certeza fará, dessas crianças, adultos melhores”, acredita.

Conforme o analista de cooperativismo da Cocari, Hugo Felipe Carnelossi, a partir do Cooperjovem, a cooperativa disponibiliza capacitações para os educadores, pelas quais os professores recebem formação para disseminar a cultura cooperativista dentro das escolas. “Além da capacitação, o programa viabiliza projetos de cunho social para disseminar o cooperativismo na comunidade, demonstrando o poder da cooperação na sociedade”, destaca. “Investir em educação é investir em pessoas e a Cocari sempre está buscando levar o acesso cada vez maior a cursos, já que são esses profissionais que trabalham transmitindo o cooperativismo para as nossas crianças”, comenta.

A analista do Sescoop/PR, Fabianne Ratzke, coordena o Cooperjovem no estado e fala a respeito da essência do programa. “O Cooperjovem está diretamente ligado a dois grandes princípios do cooperativismo: ‘Educação, Formação e Informação’ e ‘Interesse pela Comunidade’. É deste modo que as cooperativas cuidam da comunidade escolar: trazendo os valores e a educação cooperativista para dentro das escolas”, resume.

Segundo a coordenadora, a educação cooperativista está essencialmente voltada a uma educação transformadora e acompanha as mais modernas medidas de reestruturação do sistema educacional. “Além de incentivar atitudes cooperativistas, essa abordagem se compromete com o desenvolvimento da cidadania e da autonomia dos estudantes. O programa também está alinhado às competências da Base Nacional Comum Curricular e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, mais especificamente ao ODS 4, que busca assegurar uma educação inclusiva e de qualidade”, explica. Fabianne destaca que as cooperativas são as grandes parceiras e incentivadoras do programa. “São elas que fazem a gestão, junto às Secretarias de Educação, monitorando e atendendo as demandas dos educadores”, diz.

Odete Ferreira da Cruz, de Mandaguari, falou sobre o valor do processo de ensino-aprendizagem do cooperativismo nas escolas, que ela pôde acompanhar durante a formação escolar do filho, Pedro Emanuel. “O cooperativismo é essencial na família e nas escolas, neste mundo que apresenta tantas divergências e incoerências. Vejo que as crianças levam para casa aquilo que aprendem na escola e o meu filho sempre chega contando sobre o projeto que fizeram, a brincadeira com os colegas, o trabalho com o professor”, diz.

Para ela, as ações exercem papel importante na formação das crianças. “Na Secretaria de Educação do município, onde estive até 2020, sempre abraçamos este tema por compreender a sua profundidade e o valor de formação para os estudantes. No início, as escolas precisam adaptar as ações às suas rotinas, mas quando descobrem o potencial desse trabalho na sociedade, as instituições também adotam essa causa. Observamos, nos últimos anos, que as escolas abraçaram o projeto por iniciativa própria, porque reconheceram que o programa contribui para a formação cidadã das crianças”, comenta.

O estudante Pedro Emanuel, de nove anos, participou do Programa Cooperjovem e também deu seu depoimento sobre como vê a aplicação dos conhecimentos sobre o cooperativismo em sua vida. “Temos de ajudar o próximo, porque precisamos uns dos outros, e também a opinião das outras pessoas deve ser respeitada, porque a nossa visão pode ser diferente. Uma vez fomos para o Asilo São Vicente de Paulo, fizemos doação de leite e cada um levou pelo menos uma caixinha”, conta. Pedro Emanuel mostra que os valores do cooperativismo já fazem sentido para ele. “Estou muito feliz por ter participado dessa ação, até porque, quem não ficaria?”, diz.

Por meio da educação e do cooperativismo, o Programa Cooperjovem faz a diferença na vida de seus participantes e, dessa forma, esse impacto positivo é ampliado para beneficiar toda a comunidade.


Fonte: Imprensa Cocari


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