Coreso dá ‘show’ solidariedade, ao admitir refugiados para cooperativa

Publicado em: 05 novembro - 2020

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Um ato em favor pela dignidade humana. Assim pode ser definida a decisão da Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso) – na cidade do interior paulista de mesmo nome – de acolher um grupo de 200 famílias de haitianos, refugiados da crise política e humantária cooperados, que buscam diariamente a sobrevivência. Atualmente, 70% da população haitiana se encontra na miséria, o que corresponderia a US$ 2,40 por dia, divulgou a Agência Brasil.

Um exemplo de resiliência é o da família da Wiselande Mondestin, de 31 anos, que deixou o país centro-americano há cinco anos, quando a situação se complicou, ainda mais, por conta do terremoto, que ceifou em torno de 300 mil mortos e outros 300 mil feridos, em 2010.  A refugiada mora com o marido em uma casa alugada e conseguiu juntar dinheiro para adquirir um carro. Seu sonho, agora, é comprar um pedaço de terra e construir a casa própria.

A jornada de trabalho das haitianas começa cedo. Às 8h, elas já estão de pé e permanecem assim até às 17h, de segunda a sexta-feira. Wiselande m a jornada na Coreso

Ela e outras 16 haitianas trabalham na Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso). A jornada vai de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para, a oportunidade é muito importante para que ela possa recomeçar a vida. Ao contrário do que se poderia pensar, a inclusão de haitianas contribuiu muito para melhorar o ambiente de trabalho.

“Contar com elas (haitianas) é um privilégio para nós. São muito esforçadas e têm muita vontade de trabalhar”, afirma a presidente da Coreso, Áurea Bueno, para quem o trabalho executado por elas “é tão bom quanto o de qualquer outra pessoa”, reforça.  


Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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