Em parceria com cooperativas, Bayer planeja reduzir em 30% suas emissões no campo até 2030

Publicado em: 29 janeiro - 2021

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Multinacional alemã celebrou 125 anos no Brasil anunciando foco em três pilares – inovação, pessoas e cultura e sustentabilidade – que conduzirão sua estratégia

A multinacional alemã Bayer completou 125 anos de atuação no Brasil – no mundo, são 157 anos de história. Para marcar a data, a empresa anunciou que toda a sua estratégia de negócios, seus projetos e programas, terão como foco os pilares de inovação, cultura, e pessoas e sustentabilidade.

Segundo Marc Reichardt, presidente da Bayer no Brasil, colaboração será a palavra-chave de todas as ações. “Para continuarmos relevantes, precisamos estar atentos ao nosso tempo, com as mudanças climáticas e o envelhecimento da população global, por exemplo. Os desafios e as soluções são coletivos e não isolados. A própria pandemia está exigindo soluções conjuntas das empresas”, disse o executivo durante evento virtual que celebrou a ocaisão e reuniou outras lideranças das áreas de recursos humanos, sustentabilidade, comunicação e das divisões agro, saúde e farma.

O trabalho em colaboração deve marcar uma das principais metas da companhia: a redução de 30% das emissões de gases causadores do efeito estufa em suas operações no campo até 2030. Para atingí-la, uma das apostas é a Iniciativa Carbono.

Lançada pela área de Crop Science, ela será implementada em parceria com cooperativas e recompensará agricultores que geram créditos de carbono a partir de práticas agrícolas sustentáveis. A empresa prevê ter os primeiros resultados já em meados deste ano, por meio de mensurações de carbono no solo das propriedades participantes.

Em setembro de 2020, a Bayer se tornou signatária oficial da Rede Brasil do Pacto Global, integrando as plataformas de “agro sustentável”, “clima”, “objetivos de desenvolvimento sustentável” e “comunicar e engajar”. Também alcançou a meta de ter seis unidades que produzem sementes de milho com energia renovável, utilizando biomassa como combustível para as operações. Elas ficam em Uberlândia, Paracatu e Cachoeira Dourada, no estado de Minas Gerais, Santa Helena, em Goiás, Campo Verde, no Mato Grosso, e Itaí, em São Paulo.

O lançamento do LifeHub no final do ano passado também se integra aos pilares da empresa. Sendo um hub de inovação aberta, a proposta é atuar em parcerias para conectar o ecossistema de inovação e acelerar processos e soluções relacionados à saúde e nutrição. “Não existe inovação sem colaboração e parceria, e esse é o espírito do LifeHub”, disse Fernanda Eduardo, gerende de Digital e Inovação da Bayer.

O hub também auxiliará as cooperativas do projeto Coopera+, para impulsionar a transformação digital no campo, com consultorias específicas para trabalhar a inovação no agronegócio. “Sustentabilidade não é mais um diferencial, é um compromisso que deve ser coletivo, é importante demais para ser só um diferencial. Queremos fazer parte da solução”, afirmou Marc.

As metas de sustentabilidade também valem para toda a cadeia de valor da empresa. A intenção é diminuir em 12 a 15 toneladas/ano a emissão de poluentes ao longo de toda a cadeia de fornecedores, revisitando contratos e se aliando a fornecedores mais sustentáveis. Outra meta é reduzir em 4 toneladas/ano a emissão provocada pelas operações diretas ou indiretas, por meio de eficiência energética e adoção de energias verdes.

A Bayer ainda prevê reduzir o impacto ambiental dos produtos de proteção de culturas em 30% nos próximos 10 anos, através da agricultura de precisão e tecnologia para uso racional dos produtos – a metodologia para essa redução ainda está sendo elaborada.

Ainda nessa área, a companhia conta com um Conselho Global de Sustentabilidade, um conselho externo formado por especialistas, com o propósito de prestar consultoria à liderança em torno de sustentabilidade e ajudar a incorporá-la em todos os projetos e decisões de negócio. As iniciativas desenvolvidas pela empresa estão ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). 


Fonte: Época Negócios


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