Liderança feminina: por que as mulheres podem oferecer vantagens ao liderar equipes e empresas

Publicado em: 10 julho - 2021

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Presença de mulheres em cargos de liderança ainda é pequena, mas números mostram excelência entre líderes. Na Sicoob Cocre a liderança feminina é destaque

A quantidade de mulheres em cargos de liderança caiu no Brasil nos últimos anos, segundo a pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Elas ocupavam 37,4% dos cargos gerenciais em 2019, enquanto que em 2016 elas eram responsáveis por 39,1% dos cargos de liderança.

Na contramão dessa realidade, na Cocre, cooperativa de crédito do Sistema Sicoob, a presença de mulheres na liderança é maior que a de homens. Hoje, dos 47 postos de liderança, 24 são ocupados por mulheres, o que tem contribuído para que o negócio, que já existe há mais de 50 anos, continue crescendo.

A política de contratação de mulheres para cargos de liderança da Cocre está fundamentada na capacidade feminina de tomar iniciativas, agir com resiliência, investir no autodesenvolvimento e focar nos resultados. Tais características estão entre as excelências das mulheres que exercem cargos de liderança, conforme uma pesquisa desenvolvida pela consultoria de desenvolvimento de liderança Zenger/Folkman.

O estudo foi divulgado em 2019 e apontou que líderes mulheres são vistas como tão competentes quanto os homens, se não mais. A análise pediu para que indivíduos avaliassem a eficiência de seus líderes em diversas competências e concluiu que as mulheres foram avaliadas como mais eficientes em 84% dos critérios.

MAIS MULHERES QUE HOMENS

Essa eficiência levou a Cocre a contar com a presença feminina nos conselhos administrativo e fiscal, além de cargos de supervisão, gestão e superintendência. Em comum, as executivas demonstram sua força por meio do conhecimento, da dedicação e da capacidade de superar obstáculos. E essa não é apenas uma decisão feita por conceito, mas por estratégia de mercado.

“Nossa cooperativa tem um histórico rural, que tem a tendência de ser mais masculinizado. Então, a presença de mulheres na liderança existe para que possamos ter uma visão diferente, mas heterogênea e alinhada ao que o mundo atual pede em termos de inovação e constante evolução”, diz o diretor executivo da Cocre, Nivaldo José Camillo de Oliveira.

Uma dessas mulheres da Cocre é Ana Paula Campesato Pisco, de 43 anos, gerente de PA da agência de São Pedro. Ela está na Cocre desde 2018 e diz que tem orgulho de fazer parte de uma empresa que prioriza o respeito, a inclusão e a valorização das pessoas, independente de gênero. “Aqui na Cocre temos um time de mulheres em cargos de liderança que vem crescendo muito, pois a cooperativa acredita e desenvolve pessoas, independente de gênero ou idade. E acredito que, em breve, veremos muitas outras mulheres assumindo novos desafios na Cocre”, cita.

Dona de um currículo invejável e com uma trajetória de sucesso na carreira, ela acredita que esse é o tempo das mulheres mostrarem suas capacidades de liderança e assumirem cargos importantes nas empresas. “Hoje temos grandes exemplos de mulheres que conseguem conciliar todas as coisas que envolvem o universo feminino e ainda ser extremamente bem sucedida profissionalmente. Essa é uma capacidade da mulher, fazer muitas coisas ao mesmo tempo e ter sucesso em todas”, relata a gerente.

RECIPROCIDADE

Nivaldo José Camillo de Oliveira, diretor executivo da Cocre, exalta o número de mulheres em cargos de liderança na Cocre e diz que, no final, quem ganha com esse cenário é a própria cooperativa. “As mulheres são muito competentes naquilo que fazem e muito capazes de ocupar cargos de liderança, então esses números mostram a seriedade que a Cocre tem com sua gestão. Não tenho dúvida que o sucesso da Cocre está diretamente ligado a quantidade de mulheres envolvidas em todo processo administrativo da instituição”, afirma.

Por outro lado, Ana Paula destaca a preocupação da Cocre em promover o crescimento e o desenvolvimento profissional de seus colaboradores, sobretudo as mulheres. “Ser Cocre significa felicidade e orgulho em estar entre as melhores empresas para se trabalhar. É aqui que me encontrei como profissional e sinto que, através do meu trabalho, posso levar justiça financeira para minha comunidade”, reforça a gerente.


Fonte: Cocre


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