Mapa de risco político destaca as principais ameaças para as empresas multinacionais

Publicado em: 17 abril - 2017

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O Mapa de Risco Político 2017, produzido pela consultoria de risco e corretora de seguros Marsh, em parceria com a BMI Research, analisa e classifica mais de 200 países, com base nos riscos políticos, econômicos e operacionais, que refletem na estabilidade dos países a curto e longo prazo. O Mapa é um instrumento que ajuda as empresas e os investidores a tomarem decisões estratégicas de alocação de seus investimentos.

O Brasil, de acordo com o Mapa, não aparece entre as nações com maior risco político, embora enfrente adversidades e escândalos de corrupção. Segundo a análise, os sinais de queda da inflação mostram que a atividade econômica deve melhorar neste ano. No entanto, o descontentamento público com a corrupção, a má qualidade dos serviços públicos e a desigualdade representam riscos políticos consideráveis e podem levar a protestos generalizados, como os que ocorreram em 2013.

De acordo com esta edição do estudo (divulgada em março), os países com ameaças políticas mais elevadas seguem tendências geográficas em mercados emergentes, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio – aspecto que reforça que a violência, o conflito e os distúrbios socioeconômicos dessas regiões continuam a afetar territórios como Síria, Sudão, Sudão do Sul, República Centro-Africana e Iêmen. Já os países nórdicos como Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia foram considerados os mais estáveis por apresentarem baixo índice de desigualdade econômica e instituições transparentes.

O Mapa de Risco Político 2017 chama atenção para as consequências que os riscos políticos podem causar. Entre eles, estão a interrupção dos negócios e da cadeia de abastecimento, e a geração de danos para os trabalhadores nas áreas em que as empresas operam.

“Em um ambiente operacional difícil, as organizações precisam identificar e avaliar os eventos de risco político que possam afetar seus negócios e, assim, adaptar suas estratégias para refletir o possível impacto que possam ter. Isto inclui um olhar atento sobre como os riscos políticos se desdobrarão ao longo de 2017 em um nível macro, em vez de questões locais”, ressalta Evan Freely, líder mundial da prática de risco político e crédito da Marsh. “Só assim essas empresas podem se adaptar rapidamente às mudanças do ambiente de risco político e capitalizar sobre as oportunidades que possam surgir”, completa.

 



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