Mulheres se destacam em cargos de liderança de cooperativa

Publicado em: 03 setembro - 2021

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“Quando eu comecei a trabalhar na cooperativa, praticamente, eu era a única mulher no departamento”, lembra Dirlei Brizola. Recém-egressa do Ensino Médio, Dirlei foi admitida aos 16 anos de idade na função de secretária e hoje soma 37 anos de carteira assinada na Capal Cooperativa Agroindustrial.

Atualmente, Dirlei atua como coordenadora de Contabilidade da CAPAL, e dos 18 funcionários sob a sua liderança, 70% da equipe é formada por profissionais mulheres.

Dirlei observa que o estudo é fundamental e que as mulheres estão cada vez mais se profissionalizando. “Acompanho algumas entrevistas e a gente vê quem mais se destaca. Não fazemos nenhum tipo de discriminação de gênero, e eu sou um exemplo disso na cooperativa. A contratação é integralmente baseada na qualificação, competência e comprometimento com o trabalho, e não se é homem ou mulher”, declara.

Tanto Dirlei quanto os outros colaboradores mais experientes acompanham, no decorrer dos anos, o crescimento significativo de contratação de mulheres na cooperativa, incluindo na ocupação de cargos de gerência e coordenação de variados setores.

Hoje a CAPAL conta com 241 funcionárias com, pelo menos, três filiais e oito áreas administrativas conduzidas por mulheres: Comercial, Recursos Humanos, Comunicação & Marketing, Laboratórios de Sementes, Qualidade de Ração, Jurídico, Controladoria e Auditoria Interna. A cooperativa também conta com veterinárias nas áreas de suinocultura e pecuária leiteira, engenheiras agrônomas na assistência técnica, sementes e também técnicas agrícolas.

“Nas últimas décadas, é notável o fortalecimento da presença feminina no agronegócio. Os números indicam o aumento tanto de cooperadas quanto de profissionais capacitadas para tomar as rédeas de um mercado predominantemente masculino”, ressalta Adilson Fuga, presidente executivo da CAPAL.

Formada em Ciências Contábeis, a gerente Joana Rocha está à frente de uma das maiores unidades de armazenagem da CAPAL, localizada no município de Taquarituba, sudoeste de São Paulo, onde é gestora de aproximadamente 100 funcionários, entre operacional, agrônomos e veterinários.

Há 12 anos na cooperativa, Joana afirma que teve de se esforçar para conseguir o seu espaço e fica muito contente de testemunhar mais mulheres no mercado agrícola. “A minha gestão é muito focada nos valores cooperativistas, então, transparência e igualdade no tratamento com todos da equipe, independentemente do gênero, são princípios fundamentais.”

“Quando me tornei gerente, fiz questão de conhecer cada profissional do meu time. É importante detectar as competências particulares dos membros da equipe, avaliar como essa pessoa pode contribuir para o trabalho, e desenvolver esse diferencial. Assim, todo mundo ganha, principalmente os cooperados”, complementa.

No campo

Além do destaque das profissionais mulheres nas áreas administrativas da CAPAL, algumas delas podem ser encontradas nos trabalhos no campo. É o caso da engenheira agrônoma Andreia Piati, que iniciou a assistência técnica nas propriedades de Wenceslau Braz (PR), e hoje atende os cooperados de Arapoti (PR) e região.

Pioneira, Andreia foi a primeira agrônoma mulher a integrar o time da CAPAL. Mas antes de assumir a função na cooperativa, relembra que já passou por experiências desagradáveis até se posicionar no mercado de trabalho. “Já fiz entrevistas em empresas e multinacionais, e sei que não fui aceita porque sou mulher, deixaram esse preconceito transparecer”, diz.

No entanto, Andreia nota que este cenário mudou bastante e que a abertura para a participação de mulheres no mercado agrícola está crescendo gradualmente. “Quando voltei da licença maternidade, fiquei muito contente que tinha mais duas mulheres agrônomas na minha equipe, então eu sinto muito orgulho de trabalhar em um lugar que não faz esse tipo de distinção”, relata.


Fonte: Imprensa Capal


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