Recua perda de vagas, segundo Caged, com a contribuição da Agropecuária

Publicado em: 28 julho - 2016

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emprego-vagasOs dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em 27 de julho pelo Ministério do Trabalho, mostram que o setor Agropecuário, com a criação de 38.630 postos de trabalho, e a Administração Pública, com geração de 790 postos no mês, contribuíram para o recuo registrado em junho na trajetória de perda de postos de trabalho, na comparação igual mês de 2015, quando houve o fechamento de 111.199 vagas formais. Em relação a maio de 2016, a retração na geração de postos de trabalho em junho foi de 0,23%, com saldo negativo de 91.032 vagas.

De acordo com a pesquisa, o saldo de junho foi oriundo de 1.204.763 admissões contra 1.295.795 desligamentos. No acumulado do ano, o nível de emprego formal apresentou declínio de 1,34%, correspondendo à perda de 531.765 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 1.765.024 empregos, retração de 4,31%. Com o resultado, o estoque de emprego para o mês alcançou 39.161.285 trabalhadores com carteira de trabalho assinada no País.

O crescimento registrado na agropecuária, segundo o Ministério do Trabalho, relaciona-se a fatores sazonais ligados ao cultivo do café, principalmente no Estado de Minas Gerais, responsável por 12.895 postos; e, em São Paulo, a atividades de apoio a agricultura, com saldo positivo de 7.292 vagas, e o cultivo de laranja, que gerou 5.986 postos.

A Administração Pública, informa o Caged, também apresentou saldo positivo, com geração de 790 postos no mês, invertendo o resultado negativo de 704 postos verificado em junho de 2015.

Na contramão estão o setor de Serviços – que responde pela maior queda setorial no mês, com a perda de 42.678 vagas em junho – e a Indústria de Transformação, que encerrou 31.102 postos no mesmo intervalo.

O emprego formal apresentou resultado positivo em oito estados brasileiros, com destaque para Minas Gerais (4.567), Goiás (3.369) e Mato Grosso (2.589). A maior queda no nível de emprego formal foi registrada em São Paulo (-29.915), influenciada pela queda de postos de trabalho na Construção Civil (-8.447) e no Comércio Varejista (-5.561). Houve também perda de vagas no Rio de Janeiro (-15.748) e Rio Grande do Sul (-10.340).



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