Em épocas turbulentas, o foco é o planejamento

Publicado em: 29 junho - 2016

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Young beautiful business lady is thinking about new business ideas. Business icons and a rocket are drawn on the concrete wall.

Os Maias formaram uma das grandes sociedades que habitavam a região que corresponde hoje à Península de Iucatã, no sul do México. Eles são um grande exemplo de sociedade planejada e organizada. Eles não chegaram a construir um império unificado, como os astecas e os incas, mas formaram unidades políticas independentes. O interessante é que para se tornarem uma das grandes civilizações, presentes até hoje nos livros de história, agiram com muito planejamento e estratégia. Para se ter uma ideia, já naquela época, planejaram todo o esquema político de forma que o chefe de governo de cada cidade era assessorado por um conselho e auxiliado por um conjunto de funcionários públicos, responsáveis pela manutenção da ordem pública, como os chefes das aldeias, os chefes militares, entre outros”.

Esse comentário de Alejandro De Gyves – diretor para América Latina da ActionCOACH – líder mundial em business coaching para pequenas e médias empresas e a primeira franquia de coaching no Brasil – serve de pano de fundo para toda uma argumentação sobre a necessidade de ação e planejamento andarem lado a lado para garantir o sucesso de uma organização, seja empresa, seja cooperativa.

“Para quem não sabe, sou mexicano e carrego junto à história muitas referências condizentes com o meu trabalho hoje como coaching de empresas. O México, que tem uma forte história de sociedades bem planejadas, também tem hoje a segunda maior economia da América Latina, atrás apenas do Brasil, e se planeja para crescer ainda mais nos próximos anos”, lembra De Gyves, frisando que, como atua no Brasil há muitos anos no Brasil, sente-se confortável para afirmar que, “independente de economia mais desenvolvida ou não, de empresas maiores ou menores, a regra é a mesma: De nada adianta uma ação bem executada sem um planejamento estratégico bem feito, e vice-versa”.

Destacando que ação e planejamento devem andar lado a lado para garantir o sucesso de uma empresa, o consultor explica que “agir de maneira correta e planejar sabiamente são hoje quase que pré-requisitos das grandes corporações bem-sucedidas”. Como argumento de autoridade cita Michael Porter – professor em Harvard e um dos principais especialistas em estratégia do mundo – para quem, “no contexto empresarial, o planejamento, ou pensamento estratégico, é um processo contínuo de criação, implementação e avaliação de decisões que orientam e permitem a uma organização atingir seus objetivos”.

PLANEJAMENTO E RESULTADO

Várias empresas acabam fechando as portas no primeiro ano de vida, mostram as estatísticas. Os empresários – frisa De Gyves – “costumam se justificar, dizendo que a economia está ruim e a taxa de inflação alta. Isso pode até acontecer, mas o principal motivo é, na verdade, falta de planejamento. Muitos gestores não entendem que o processo de planejamento dentro das organizações é tão importante quanto o processo produtivo”.

Entre os casos de empresas brasileiras que tiveram sucesso e, por isso, comprovam sua teoria, De Gyves cita “uma fabricante de calçados, que precisava fortalecer e fazer crescer sua marca de chinelos. A concorrência sempre foi difícil. Eles precisaram de um planejamento estratégico de muita qualidade. Traçaram os desafios do marketing, fizeram as análises necessárias e planejaram toda uma ação de promoção da marca, com objetivos traçados e resultados mensurados periodicamente. Desta forma, conseguiram, não ser a maior marca de chinelos do Brasil, mas alcançar os objetivos planejados e se firmar no mercado”.

Não é tão difícil, garante o diretor para América Latina da ActionCOACH. O ponto de partida para todo e qualquer plano estratégico empresarial – reforça ele – “é traçar objetivos. Ter a missão, a visão e os valores e, principalmente, o propósito da empresa bem definidos é essencial. Afinal, é necessário entender onde você pretende chegar com o seu empreendimento”.

Só isso? Segundo o consultor, não. É preciso, também, realizar um diagnóstico completo do mercado e “saber identificar como a sua empresa poderá sofrer impactos do ambiente externo, seja em questão de ameaças ou mesmo oportunidades, no presente e futuro. Sem se esquecer de descobrir todos os pontos fortes e fracos da própria empresa e realizar um bom diagnóstico interno. Só assim, será possível traçar um plano de ação, implementá-lo e cuidar para monitorar cada passo dele até alcançar os objetivos. Afinal, não adianta apenas planejar. O sucesso envolve dedicação, monitoramento e análise diária dos resultados”, preceitua.