Conselho Nacional do Sescoop é apresentado a conselheiros estaduais

Publicado em: 30 maio - 2016

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Os integrantes do Conselho Nacional do Sescoop foram apresentados hoje aos conselheiros de administração das organizações estaduais, que se encontram em Brasília, desde ontem, participando de uma capacitação que prossegue até amanhã. A apresentação foi conduzida pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Após agradecer pelo empenho de cada conselheiro em participar do evento, Márcio Freitas explicou sobre a composição do Conselho Nacional do Sescoop, que conta com a participação de cinco representantes do governo federal (ministérios da Fazenda, da Agricultura, do Planejamento, da Previdência e do Trabalho), quatro representantes do cooperativismo e um indicado que representa os funcionários de cooperativas.

Para Márcio Freitas que acumula a função de presidente do Conselho Nacional do Sescoop, em Brasília, é fundamental que os conselheiros estaduais estejam alinhados e a par das ações da unidade do Sescoop na capital federal. Além disso, ele fez questão de ressaltar que desde a criação do Serviço, há quase 18 anos, muitos processos foram aprimorados, sempre levando em consideração a lei e a experiência dos estados.

Para ele, a autonomia das unidades é fundamental no processo de desenvolvimento do cooperativismo. “A organização que administra o recurso que advém da folha de pagamento das cooperativas precisa evoluir sempre. E isso só ocorre quando ela está empenhada em ser melhor, todos os dias. Ela precisa ser realizadora e dar o seu sotaque às ações pensadas globalmente”, comenta Márcio Freitas.

TRANSPARÊNCIA – Dirigindo-se aos conselheiros estaduais, Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg fez questão de contar uma breve história do surgimento do Sescoop e de como é fundamental atuar em conformidade com a lei. “Gostaria de acrescentar que o dinheiro do Sescoop é exclusivamente privado, ou seja, as cooperativas recolhem 2,5% do valor do salário dos cooperados e repassa ao governo federal. Então, o dinheiro é federalizado. Se torna público. É por isso que o Sescoop deve prestar contas à Controladoria Geral e ao Tribunal de Contas da União”, reforça a liderança.

ESCOLA – “Para mim, é uma imensa satisfação fazer parte dos trabalhos deste Conselho Nacional, onde tenho aprendido tanto. O cooperativismo é uma escola para nós. Para se ter uma ideia disso, temos aproveitado muitas práticas que vemos ocorrendo diariamente nas cooperativas. São bons casos de sucesso e por isso aproveitamos cada uma delas, objetivando a melhoria dos nossos trabalhos de prestação de serviços ao país”, comenta Deborah Virgínia Macêdo Arôxa, do Ministério do Planejamento.

CRESCIMENTO – “Minha mensagem é: precisamos fazer o cooperativismo crescer. É para isso que trabalhamos, pelo desenvolvimento das cooperativas dos nossos estados, sobretudo aqueles que integram as regiões Norte e Nordeste do país. Se as leis e os processos de fiscalização são sempre os mesmos, o que fará a diferença em uma gestão é empenho das pessoas. Então, que arregacemos as nossas mangas para tornar grande o nosso movimento.” Cergio Tecchio, presidente do Sistema OCEB.

SATISFAÇÃO – “Eu participo e já participei de vários colegiados representando o governo federal, mas o Conselho Nacional do Sescoop está entre os que mais me inspiram e motivam. Posso dizer que minha família é cooperativista, devido ao seu envolvimento com o setor, por isso, afirmo sem medo: aqui, fazemos aquilo que dizemos. Aqui, podemos colocar em prática a nossa ideologia, cujo foco é o ser humano.” Vera Lúcia Oliveira, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

CERTEZA – “Sempre aprendo muito sobre o cooperativismo, quando participo das reuniões deste Conselho. Grande parte desse aprendizado já foi, inclusive, implementada junto ao conselho estadual do qual faço parte. Quando volto ao Tocantins, estou cheia de esperança de que o cooperativismo é a melhor forma de viver em sociedade.” Maria Silvana Ramos – representante dos empregados de cooperativas.

IMPORTÂNCIA – “A boa notícia de exercer os cargos que já tive a oportunidade de ocupar é o aprendizado que se adquire. E o que aprendi é que é fundamental investir na qualificação das pessoas, por isso em Santa Catarina, investimos 90% dos recursos do Sescoop em ações que preparem as pessoas para funções técnicas, de gestão ou de administração. Acredito sinceramente que não se muda uma sociedade sem que se mude os indivíduos, um por um.” Marcos Antônio Zordan, presidente da Aurora.

PAIXÃO – “A maior satisfação de quem trabalha com gente é ver o resultado das ações e o que se vê aqui neste Conselho é o sentimento crescente de paixão pelo Brasil. Aqui, o que aprendi é que e o cooperativismo combate a fome, o desemprego, a informalidade, conferindo dignidade ao povo brasileiro. Sem cooperativas o Brasil não tem jeito.” Dênio Aparecido Ramos, do Ministério da Previdência.

SOBRE A CAPACITAÇÃO

O objetivo da capacitação voltada aos conselheiros de Administração das organizações estaduais do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) é ampliar os conhecimentos a respeito da estrutura e funcionamento institucional, marcos legais e das responsabilidades perante os órgãos de controle da entidade. O curso que ocorre na Casa do Cooperativismo.

Hoje o dia foi composto, ainda, por uma série de atividades que envolveram o aprofundamento de informações a respeito das relações institucionais da Organização das Cooperativas Brasileira (OCB), sobre o planejamento estratégico como ferramenta para governança e, ainda, sobre o Sescoop e sobre os papeis e atribuições dos conselhos à luz do Regimento Interno.

Amanhã, último dia da capacitação, os participantes discutirão questões relativas aos principais normativos do Sescoop e sobre como utilizar os relatórios de auditoria em prol de sua governança.