Cooperativa de energia renovável do Pará inspira cooperativas de infraestrutura paulistas

Publicado em: 19 setembro - 2017

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A Casa do Cooperativismo Paulista recebeu o presidente da Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (Coober), Raphael Vale. Na ocasião, ele foi recebido pelo superintendente Aramis Moutinho Junior e pelo diretor do Ramo Infraestrutura na Ocesp, Danilo Pasin. Durante a conversa, em 25 de agosto, os dirigentes sinalizaram que pretendem realizar um evento em São Paulo, com o objetivo de discutir sobre possibilidades geração distribuída de energia no Estado.

O presidente da cooperativa paraense esteve na sede do Sistema Ocesp para a retribuir a visita que um grupo de profissionais do Sescoop/SP realizou às instalações da Coober, localizada na cidade de Paragominas (PA), em janeiro deste ano.

A Coober, primeira cooperativa a produzir energia de fonte renovável no Brasil, atua no modelo de geração distribuída com uma micro-usina de energia solar, composta por 288 placas fotovoltaicas, capazes de gerar 10.000 kWh por mês. Toda a energia produzida é injetada na rede da Centrais Elétricas do Pará (Celpa), gerando uma compensação financeira para os 23 cooperados, que é obtida na forma de descontos na conta de luz.

Segundo Raphael Vale, desde 1º outubro de 2016, já foi gerado o total aproximado de R$ 80 mil em compensações, somando a economia nas contas de energia de todos os cooperados. “Estamos evoluindo de consumidores para ‘prosumidores’ [que consomem e produzem ao mesmo tempo], em um Estado onde a tarifa de energia elétrica é cara, mas o índice solar é alto”, explica.

De acordo com ele, há no Brasil cerca de 14 mil conexões de geração distribuída, um número modesto diante da expectativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que espera alcançar 500 mil ligações. O presidente da Coober ressalta que São Paulo é o segundo estado com maior número de ligações desse tipo atualmente, com grande potencial de crescimento na opinião dele. “O modelo cooperativista é o que vai impulsionar a geração distribuída no Estado”, acredita.

O diretor do Ramo Infraestrutura, Danilo Pasin, afirma que as cooperativas de eletrificação rural paulistas se interessam pela geração distribuída, que traz a possibilidade de produzir energia por meios próprios. Por isso, apoia a ideia da realização do um evento, previsto inicialmente para acontecer em novembro, objetivando disseminar conhecimento sobre o tema no Estado de São Paulo.

“Dada a abertura que temos hoje para debater sobre a reformulação do sistema elétrico no Brasil, queremos contribuir com um novo enfoque e ajudar no aprimoramento do setor energético”, declara o diretor.



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