Cooperativas de crédito: atendimento é um dos diferenciais

Publicado em: 02 dezembro - 2016

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A sociedade já assimilou que as Cooperativas de Crédito apresentam um diferencial econômico nas comunidades onde estão inseridas. Submetidas as regras internacionais e aos princípios cooperativistas, geram empregos e renda, auxiliam no crescimento social e econômico com produtos e serviços financeiros à taxas reduzidas.

Outra situação que a sociedade também já assimilou é a elevada qualidade do atendimento, superior, por exemplo, às financeiras e aos Bancos comerciais. Quem atesta isso é o Banco Central do Brasil que edita, periodicamente, o ranking de instituições por índice de reclamações com o objetivo levar ao conhecimento da sociedade o perfil das reclamações que foram processadas, analisadas e encerradas pelo BCB em cada período de referência. Adicionalmente, o ranking permite aos clientes e aos usuários de serviços bancários identificar, com mais clareza, a natureza das reclamações registradas no BCB  em desfavor de cada instituição financeira, de forma a facilitar a escolha da instituição que melhor atende às suas necessidades.

Atendimento pessoal e personalizado é um dos aspectos que explicam o extraordinário crescimento das cooperativas de crédito no Brasil e, em especial, em Santa Catarina. Outros motivos do crescimento são a busca de serviços de intermediação financeira e operações de crédito mais baratas e com retorno dos resultados operacionais (sobras), confiança no sistema, oferta dos mesmos serviços da área bancária, retorno das sobras, reajuste de quota capital e a grande capilaridade, pois, em todos os municípios existem cooperativas de crédito.

Cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros exclusivamente aos seus associados. Os cooperados são ao mesmo tempo donos e usuários da cooperativa, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços. Nas cooperativas de crédito, os associados encontram os principais serviços disponíveis nos bancos, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. Os associados têm poder igual de voto independentemente da sua cota de participação no capital social da cooperativa. O cooperativismo não visa lucros, os direitos e deveres de todos são iguais e a adesão é livre e voluntária.

O resultado positivo da cooperativa é conhecido como sobra e é repartido entre os cooperados em proporção com as operações que cada associado realiza com a cooperativa. Assim, os ganhos voltam para a comunidade dos cooperados. No entanto, assim como partilha das sobras, o cooperado está sujeito a participar do rateio de eventuais perdas, em ambos os casos na proporção dos serviços usufruídos. Isso é muito raro, pois as  cooperativas são monitoradas pelo Banco Centrsal.

As cooperativas de crédito são autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central e os depósitos em cooperativas de crédito têm a proteção do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Esse fundo garante os depósitos e os créditos mantidos nas cooperativas singulares de crédito e nos bancos cooperativos em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial dessas instituições.

Levantamento anual da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc) revela o extraordinário crescimento do ramo de cooperativismo de crédito em Santa Catarina. Estão registradas na Ocesc 63 cooperativas de crédito que, juntas, reúnem 1 milhão 218 mil cooperados (associados), dos quais 40% são mulheres. No ano passado, essas cooperativas movimentaram R$ 3 bilhões 848 milhões de reais, contabilizando uma inacreditável expansão de 42,66%. Esse é o maior crescimento entre os 12 ramos do cooperativismo catarinense em 2015. Os Sistemas de cooperativas de crédito em operação no mercado são SICOOB, SICREDI, CECREDI e UNICREDI.

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LUIZ VICENTE SUZIN – Presidente da OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina)



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