Cooperativistas são recebidos no Bank Australia

Publicado em: 22 maio - 2017

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A quinta turma do Programa de Formação Internacional de Executivos e Líderes que está em missão de estudos na Oceania foi recebida, em 17 de maio, por dirigentes do Bank Australia, que anteriormente chamava-se Bank Mecu. O  banco iniciou sua história no final da década de 50 e, em 2015, mudou sua identidade para Bank Australia. A instituição incorporou mais de 58 cooperativas de crédito e sua forma de atuação está intimamente ligada aos valores de responsabilidade econômica, social e ambiental. O grupo foi recepcionado por John Yardley (Deputy CEO), Patrick Ashkettle (Chief Risk Officer) e Fiona Nixon (‎Head of Corporate Affairs).

Apresentações – Na oportunidade, a gerente geral da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Tânia Zanella, fez uma apresentação sobre o sistema cooperativista brasileiro. Na sequência, o coordenador de desenvolvimento cooperativo do Sistema Ocepar, João Gogola Neto, discorreu sobre o cooperativismo paranaense, tratando sobre números, evolução, resultados e o plano estratégico do setor, o PRC100. John Yardley solicitou uma cópia do PRC 100, destacando que este modelo seria ideal para se aplicar na Austrália. Depois, ele apresentou o modelo de plano estratégico do banco e ressaltou a importância de se estruturar o plano em pilares que darão a sustentabilidade aos projetos a serem realizados.

Regulamentação – O Bank Australia é regulado como todos demais bancos australianos e é coberto pela garantia do governo australiano sobre depósitos. A agência internacional de classificação de risco Standard & Poor’s dá ao banco uma classificação de grau de investimento BBB + / Estável / A-2. A instituição tem 62 anos e atualmente conta com a incorporação de 62 credit unions. Como banco de cooperativas, existe para criar negócios mútuos e cresce cerca de 20% ao ano, enquanto os grandes bancos expandem 7% ao ano, em média.

Equilíbrio – Ele busca equilíbrio na força laboral entre homens e mulheres e também procura atrair a população jovem através do desenvolvimento de novas tecnologias e ambiente tecnológico. O banco possui um fundo com 4% dos lucros para projetos sociais e ambientais.  O planejamento estratégico para 2018/2025 fortalece os valores do cooperativismo. Os dirigentes desejam passar de um banco de 5 bilhões de dólares para 20 bilhões, de  20 mil clientes para 130 mil.

Cooperativismo na Austrália –  Na Austrália, existem 1400 cooperativas, a maioria de pequeno porte, com destaque para os ramos crédito e agropecuário. Ao todo, são 8 milhões de associados. Poucas cooperativas estão entre as maiores empresas das Austrália.

Conselho – Há quatro anos, o Bank Australia ajudou a formar um conselho de cooperativas pois até então elas não tinham uma voz única. Desta forma, conseguiram muito mais benefícios e avanços do governo, mais neste período do que nos últimos 25 anos. Atualmente, o trabalho está focado em mudanças legislativas para atrair capital externo.

Mercado – Os quatro maiores bancos da Austrália representam 80% do mercado. As cooperativas e os credit unions detêm 3% do mercado. Porém, algo em torno de 20% da população é associada a uma cooperativa. O governo está preocupado com a concorrência e, na última semana, decidiu taxar em 0,6% as operações dos cinco maiores bancos da Austrália, fato que contribuirá para o desenvolvimento dos bancos menores e cooperativos, pois teoricamente atenderão os clientes que migram dos maiores devido à elevação de custos nas operações.

Sydney – Após a visita ao Bank Australia, o grupo que está em missão pela Austrália, formado por representantes de cooperativas paranaenses de crédito e agropecuárias e profissionais do Sistema Ocepar, OCB e Sebrae,  seguiu para a cidade de Sydney, onde realizará visitas e reuniões nos próximos dias. A viagem iniciou na segunda-feira (15/05) e vai até o dia 26 de maio, incluindo visitas à Nova Zelândia também.



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