Parceria entre Ocepar e Seed quer incentivar a formação de cooperativas-escola

Publicado em: 10 abril - 2017

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Em 22 de março, foi dado o pontapé inicial para colocar em prática a parceria selada em 2016 entre o Sistema Ocepar e a Secretaria de Estado da Educação (Seed) visando a incentivar a formação de cooperativas-escola nos colégios agrícola e florestal da rede estadual de ensino. O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, e a secretária estadual da Educação, Ana Seres Trento Comin, abriram o Encontro Estadual das Cooperativas-Escola, que tem como participantes os diretores dos colégios agrícolas e prossegue até esta quinta-feira (23/03), no Hotel Confiance.

Semente – “Nós já iniciamos as tratativas no ano passado e agora, com esse encontro, lança-se definitivamente a semente dessa iniciativa porque é nesse evento que vamos discutir o estatuto, as questões técnicas, jurídicas, o funcionamento do Sistema Ocepar e a interligação com a educação”, disse a secretária.  “A Secretaria da Educação fará o seu melhor dentro do que nós já acordamos por meio de um protocolo de intenções assinado pelo governador Beto Richa e também de uma resolução secretarial, que estabelece todos os procedimentos normativos para implantar essa nova proposta de cooperativas-escola nos 18 colégios agrícola e um colégio florestal”, acrescentou.

Incentivo – De acordo com Ana Seres, atualmente há dois colégios que possuem cooperativas-escola, um em Foz do Iguaçu e outro em Rio Negro. “Nós vamos retomar e incentivar esse trabalho e, de fato, estabelecer uma parceria que seja boa para os dois lados. Como destacou o presidente do Sistema Ocepar, nós queremos é o crescimento, não somente das cooperativas mas, principalmente do conhecimento dos nossos alunos. Dessa forma, exercer o cooperativismo é diferente de apenas aprender sobre cooperativismo. E é nesse aspecto que nós queremos melhorar as condições, dar mais oportunidades aos alunos e fazer com que cresça, tanto dentro do processo ensino-aprendizagem mas, também, nas experiências do dia a dia para que os nossos alunos possam, depois, se inserir no mercado de trabalho e atuar de fato dentro das questões agrícolas e agropecuárias”, afirmou ainda.

Experiência – A secretária avalia que nos colégios-cooperativa os alunos terão a oportunidade de exercitar as atividades que já integram o cotidiano de suas famílias. “Os pais dos alunos fazem parte de cooperativas e, muitas vezes, o filho não exerce essa atividade. Então, agora, como os alunos dentro do ambiente escolar, sendo integrantes de cooperativas-escola, eles poderão exercer essa experiência e não só aprender. Eles irão comercializar, inclusive, o excedente da produção agropecuária e a renda vai ser revertida em benefício da própria escola. Será investido esse recurso na escola. Isso melhora a gestão, a aprendizagem e a inserção desses jovens no mercado de trabalho certamente se dará com muito mais experiência”, destacou.

Exercitando a cooperação – “Vamos praticar a cooperação”, propôs o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, para os representantes dos colégios agrícolas presentes no evento. “O mundo que vivemos não é de cooperação. É puramente de competição. E competir entre nós, não vai resolver nada”, disse o presidente, ao mencionar que a organização em torno do modelo cooperativo, de forma consistente e profissionalizada, possibilita que a competição no mercado aconteça de forma muito mais favorável. “Um dos diferenciais do cooperativismo é organizar economicamente uma atividade e, paralelamente, promover o desenvolvimento das pessoas. Então, estejam aqui pelos alunos e façam essa proposta dar certo por eles. Porque assim, estaremos formando cidadãos muito mais completos e preparados para serem protagonistas na sociedade”, comentou.

Acompanhamento – Sobre a parceria firmada entre o Sistema Ocepar e a Secretaria de Educação, para retomar as cooperativas-escola nos colégios agrícolas, Ricken disse estar havendo um trabalho conjunto e focado nos resultados que o cooperativismo é capaz de proporcionar. “Haverá um acompanhamento, ou seja, um monitoramento nosso e da secretaria para transcorra bem. Também daremos orientação em torno da constituição das cooperativas e forma de atuação”, afirmou o dirigente, ressaltando com isso que todos os envolvidos irão trabalhar com afinco em torno dessa proposta.

A educação – De acordo com Ricken, a educação é o caminho. “Se tivermos uma boa educação cooperativista, teremos um bom cooperativismo. E isso é importante para as pessoas envolvidas e também para o nosso Estado”, disse Ricken, lembrando que comprovadamente onde existe uma cooperativa, bem organizada, estruturada e economicamente forte, o município é mais desenvolvido economicamente e socialmente. “A atuação da cooperativa é importante localmente porque ela tem apenas um endereço, ou seja, os resultados de suas atividades permanecem na região em que está instalada, e isso reflete na geração de empregos, renda e melhoria da qualidade de vida da comunidade”, concluiu.

Política Estadual – A parceria entre a Seed e o Sistema Ocepar visa atender à Lei Estadual nº 17.142/2012, que define a Política Estadual do Cooperativismo e prevê especificamente o incentivo do Sistema Estadual de Ensino no exercício de práticas cooperativistas para fins pedagógicos e a criação e desenvolvimento de cooperativas-escola nos colégios agrícolas.

Programação – Após a abertura do Encontro Estadual das Cooperativas-Escola, a programação continuou com a apresentação da palestra sobre o resgate histórico das cooperativas-escola, ministrada pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoo/PR, João Gogola. Após o almoço, a analista do Sescoop/PR, Eliane Goulart, conduziu oficinas sobre cooperativismo. Em 23 de março, o advogado da Ocepar, Paulo Roberto Störbel, falou sobre os aspectos legais e estatuto. O analista do Sescoop/PR, Emerson Barcik, enfocou monitoramento.



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