Participação feminina favorece igualdade no cooperativismo

Publicado em: 09 março - 2017

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Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o cooperativismo reafirma seu compromisso por um mundo mais igualitário. Desde o seu surgimento, em 1844, o movimento cooperativista possibilitou a participação efetiva das mulheres, dando a elas o direito ao voto, algo inédito naquela época. Atualmente, a valorização do papel da mulher nas cooperativas de todo o mundo é priorizada por meio do Comitê de Igualdade de Gênero da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

Além disso, a entidade máxima de representação do cooperativismo mundial é presidida por uma mulher, Monique Leroux, que também é CEO do Grupo Desjardins, maior instituição financeira cooperativista do Canadá. Leroux foi eleita em 2015 para suceder a Dame Pauline Green, outra importante figura feminina que ocupou a presidência da ACI por seis anos.

No Brasil e em São Paulo, também há exemplos de mulheres que se destacam como líderes nas cooperativas onde atuam. Mirela Cristina Gradim, superintendente há dois anos da Coplana Cooperativa Agroindustrial, é uma delas. No cooperativismo há onze anos, ela afirma que a mulher tem se destacado constantemente nos negócios e em cargos antes ocupados somente por homens.

“A mulher é multitarefa, pois é capaz de administrar vários assuntos ao mesmo tempo com a mesma dedicação e atenção para todos eles. Consegue ser muito competente no seu trabalho e, ainda, cuidar da casa, da família, da saúde e da beleza”, afirma.

Telma Gobbi é outro nome importante do segmento cooperativista. Médica, vereadora no município de Bauru eleita no ano passado, ex-presidente e atual Conselheira de Administração da Unimed de Bauru, ela atua no cooperativismo desde 1992.

“A sociedade evoluiu, as mulheres estão tomando consciência da importância de seu papel na sociedade e estão ocupando os espaços por competência. Nós, mulheres, precisamos ocupar todos os setores e, principalmente, nos apoiar”, diz.

Para Edivaldo Del Grande, presidente do Sistema Ocesp, essas mulheres que desempenham diferentes papéis na família, na sociedade e nas cooperativas, fazem toda a diferença, pois sua sensibilidade quanto à importância de se seguir os princípios cooperativistas, como a intercooperação e a preocupação com a sociedade, é latente.



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