NCBA/Clusa: 100 anos vencendo desafios

Publicado em: 29 setembro - 2016

Leia todas


Amy

Exercendo papel similar ao da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a NCBA – National Cooperative Business Association, foi apresentada por Amy Coughenour, chefe de operações dessa instituição, que via CLUSA, gere um portfólio internacional de mais de U$30 milhões em 15 países, participando ativamente de instituições representativas do cooperativismo em âmbito global, como a ACI (Aliança Cooperativa Internacional).

À história da NCBA/Clusa­ – que soma 100 anos de atividade ­– Coughenour somou sua experiência de mais de 20 anos no desenvolvimento de ONGs, fundamentalmente na busca de recursos junto aos setores público e privado, liderança nas estratégias de programa e gestão, defesa, construção de redes, desenvolvimento de políticas, administração financeira, captação de recursos, e planejamento estratégico.

Hoje, a NCBA/Clusa­ agrega 40 mil cooperativas norte-americanas, que respondem por mais de 2 milhões de trabalhadores, faturam US$ 652 bilhões e somam US$ 3 trilhões em ativos. É regida por um conselho composto por 24 membros, representantes de cooperativas dos diversos ramos (agricultura, alimentos, emergia, telecomunicações, finanças, equipamentos, saúde e outros).

Ao definir a instituição como coirmã da OCB, Coughenour falou sobre os problemas gerados nos Estados Unidos pela falta de uma legislação atual e coerente com as necessidades do setor. “Nos Estados Unidos há mais de 50 leis estaduais para o cooperativismo, mas nenhuma lei nacional. Além disso, muitas das leis estão ultrapassadas e não atendem às nossas necessidades. Hoje, trabalhamos pela revisão dessas leis, buscamos criar um novo modelo econômico, capaz de interagir com a maior concorrência do mercado e desenvolver lideranças, trazer mais jovens para o sistema, entre outras coisas”, comentou.

A instituição tem forte atuação internacional desde 1960, quando começou a contribuir com a formação de cooperativas em outros países, como a Índia, explicou a chefe de operações, ao falar sobre a ampliação da estratégia “junto às comunidades, com programas voltados especificamente a países de baixa renda, com a meta de retirar essas pessoas da pobreza”. Nesse sentido também conclamou os brasileiros a participarem mais ativamente do movimento mundial, via ACI, buscando a construção “de um mundo melhor através de cooperativas”.

Com base em sua experiência, sugeriu a troca de experiências com ONGs de grande impacto na entrega de sua missão e resultados, que hoje somam mais de 1,5 milhão de entidades e representam US$ 1,5 trilhão. Usou o livro “Forces for Good” como referência e recomendou as seis práticas de maior impacto comuns a essas instituições e que podem ser incorporadas pelo movimento cooperativista: servir de defender políticas de impacto social; fazer os mercados funcionarem pelo desenvolvimento de uma visão mais empresarial; inspirar pessoas que se incorporaram na causa; manter relacionamento com a concorrência e medição do impacto da cooperativa sobre os concorrentes; adaptação e liderança compartilhada.