Cidade Solidária elege sua primeira administração

Publicado em: 20 abril - 2017

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17 de abril foi o dia escolhido para a posse de prefeito, vice e vereadores da Cidade Escola João Ramalho de Economia Solidária, eleitos em 12 de abril. A cerimônia aconteceu às 14h, na Câmara Municipal de Diadema, e o ato foi comandado pelo presidente de Legislativo daquela cidade paulista, Marcos Michels, e os eleitos, estudantes da Escola Estadual João Ramalho terão mandatos de dois anos.

A Cidade Escola João Ramalho de Economia Solidária é uma cidade fictícia com 1.850 pessoas, entre alunos do 6° Ano do Ensino Fundamental e do 3° Ano do Ensino Médio – elas cultivam hortas (estas de verdade) para ajudar no abastecimento da merenda. Cuidar dos canteiros faz parte da vivência dessa urbe e também é uma ação extracurricular que acontece no período de aula.

O grupo eleito que integrará a administração solidária irá auxiliar na compra pública, no sentido pedagógico, dos alimentos produzidos nas hortas e fará recolhimento de impostos. Os vereadores serão responsáveis por fiscalizar o trabalho do executivo e propor alterações na legislação municipal.

A cidade solidária começou a funcionar na escola estadual em 2016, com concordância do Governo do Estado. A iniciativa de implantá-la foi da Casa da Economia Solidária de Diadema, programa ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, que promove e incentiva empreendedorismo popular, cooperativismo e ações de cidadania que geram trabalho e renda.

A urbe tem dinâmica própria, com atividades que envolvem trabalho e divisão de tarefas, legislação e moeda social, com nome de JR. Isto se personifica na ação dos mais de mil alunos que estudam em 36 salas de aula e cada uma delas representa uma cooperativa solidária gerenciada por presidente, vice e secretário.

As salas-cooperativas atuam em setores que envolvem a plantação das hortaliças, viveiro de mudas, organização interna, comunicação, compostagem e reciclagem. Atualmente está em funcionamento 10 hortas que produzem alface, almeirão e rúcula durante todo o ano. Enquanto limpam, adubam e regam os canteiros, os estudantes aprendem sobre empreendedorismo, alimentação saudável, educação ambiental e ainda colaboram para enriquecimento da merenda escolar.

“O princípio da colaboração é o ponto chave do projeto, que tem na horta escolar sua principal atividade, mas a transformação das salas de aulas em cooperativas e a experiência que a Cidade Solidária João Ramalho está trazendo é uma oportunidade primorosa para que os estudantes tenham de fato vivências e práticas de cidadania e de empreendedorismo”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Laércio Soares.

Segundo o Blog ABC do ABC, além da João Ramalho, outras 16 escolas da rede municipal de ensino também cultivam canteiros de hortaliças em suas dependências como atividade extracurricular.  O projeto conhecido como Hortas Escolares é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação, por meio do Programa Cidade na Escola.  A ação envolve 3.000 estudantes, entre 5 e 10 anos, e tudo que é colhido nos canteiros também vai para a merenda escolar.



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