Com faturamento milionário, Fecoerusc movimenta economia e fortalece o cooperativismo em SC

Publicado em: 13 dezembro - 2021

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Em 2020, faturamento das 21 cooperativas que integram a Fecoerusc foi de R$ 700 milhões e atendeu quase 1 milhão de pessoas no interior catarinense

Quase 1 milhão de pessoas atendidas, cerca de 250 mil propriedades rurais abastecidas, inúmeras indústrias gerando emprego a partir do fornecimento de energia elétrica e tarifas competitivas com valores justos. Esses fatores já seriam suficientes para mostrar a força e a importância das cooperativas de energia de Santa Catarina, mas além disso tudo, elas movimentam e aquecem a economia do Estado com geração de emprego, renda e tributação.

Só em 2020, as 21 cooperativas que integram a Fecoerusc (Federação das Cooperativas de Energia de Santa Catarina) tiveram faturamento, somado, de R$ 700 milhões, apesar dos desafios impostos pela pandemia, como a redução do consumo em diversos setores industriais.

O presidente da Fecoerusc, Walmir Rampinelli, destaca que houve preocupação das cooperativas com a diminuição no consumo. “Uma das características das cooperativas é o atendimento rápido e de excelência, e com a pandemia nós tivemos vários problemas de atendimento, onde os nossos profissionais não chegavam aos pontos críticos. Esse foi um dos problemas gravíssimos que nós enfrentamos, além do decreto que fechou as empresas, gerando menos consumo de energia. Por um período houve preocupação de que não atingiríamos as nossas metas para o consumo de energia”, explica.

No entanto, o trabalho de excelência, a preocupação em levar serviço de qualidade e garantir a distribuição e o abastecimento de energia ao interior catarinense, fizeram com que a Fecoerusc mantivesse seus índices e chegasse ao faturamento de R$ 700 milhões no primeiro ano de pandemia, valor que mostra o impacto que as cooperativas de energia tem na economia catarinense.

Rampinelli explica que, atualmente, são 21 cooperativas associadas e que para que esse número aumente é necessário que a Celesc, detentora da concessão em Santa Catarina, autorize. “A necessidade de levar energia ao interior fez surgir as cooperativas de distribuição de energia, hoje chamadas de cooperativas de infraestrutura, uma vez que não havia interesse da Celesc em atender as regiões rurais”, diz. Há 47 anos, a Fecoerusc atua como elo de ligação entre as cooperativas e o governo, além de agentes financeiros e outras concessionárias.

O presidente ressalta, ainda, a importância do setor e do cooperativismo do segmento para a economia catarinense. Em novembro, a Federação lançou uma campanha de abrangência nacional para evidenciar a importância das 21 cooperativas filiadas e o impacto gerado pelo trabalho delas na economia, além do trabalho social desenvolvido por cada uma das entidades.

“É um movimento de valorização do setor cooperativista por entender que ele representa uma fatia expressiva da composição da economia catarinense. São 31 mil km de redes, mais de R$ 700 milhões de faturamento, quase 1 milhão de pessoas atendidas, mais ou menos 250 mil propriedades rurais, inúmeras indústrias e por termos uma energia com tarifa competitiva, valor justo, atendimento de excelência, muitas indústrias preferem se estabelecer nas áreas onde as cooperativas atendem”, salienta Rampinelli.

Outro ponto importante destacado pelo presidente da Fecoerusc são as tarifas aplicadas pelas cooperativas catarinenses em um cenário de reajustes constantes promovidos pela Celesc. “Algumas cooperativas hoje são detentoras da menor tarifa do Brasil. Algumas cooperativas tiveram reajuste negativo nesse ciclo, enquanto a Celesc teve reajuste positivo em torno de 7%”, reforça.

Além do impacto das cooperativas na economia, o presidente da Fecoerusc chama a atenção para o papel social desenvolvido pelas entidades junto às comunidades. “Essa união é importante para o fortalecimento do setor, é um cooperativismo que não visa o capital, mas o bem-estar das pessoas. As cooperativas com seus projetos sociais tem feito a diferença junto às pessoas, cada cooperativa tem a sua peculiaridade, mas todas investem no social porque a essência do cooperativismo não é o capital, mas sim, as pessoas”, finaliza.


Fonte: ND Mais


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