Comemoração do 100º Dia Internacional das Cooperativas: As cooperativas constroem um mundo melhor

Publicado em: 13 junho - 2022

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Estamos vivendo um período pós-pandêmico com consequências das desigualdades entre os que têm mais e os que têm menos nas esferas econômica e social que, para encontrar uma solução sustentável, precisam ampliar o pensamento e as ações associativas das cooperativas.

Devemos pensar em ações concretas que possam se tornar objetivos compartilhados. Como a saída é conjunta e em rede, ninguém pode se salvar sozinho e as cooperativas que navegam sozinhas afundarão sozinhas, devido às suas próprias fraquezas que as impedirão de receber a contribuição da colaboração para seu desenvolvimento.

Para o movimento cooperativo, o destino histórico da humanidade não é a individualidade, ou como Paulo Freire melhor o expressa: “Ninguém se salva sozinho, ninguém salva ninguém, todos nós nos salvamos em comunidade”.

É sem dúvida um momento para aprofundar, conectar e entrelaçar os valores universais, princípios e identidade que sustentam a organização e gestão cooperativa. A ação é a filha das ideias. É o momento de mudar nossa visão, de estabelecer diretrizes, de dar maior coerência e de não marchar em nenhuma direção.

“Cooperativas constroem um mundo melhor”

Por ocasião do centenário do Dia Internacional das Cooperativas, o 28º Dia das Cooperativas das Nações Unidas no sábado, 2 de julho, seguindo o lema dado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI): “As cooperativas constroem um mundo melhor”, é apropriado reafirmar que este modelo econômico e social ajuda a construir um mundo onde “ninguém fica de fora e ninguém fica para trás” e nos fazer uma pergunta: O que as cooperativas podem oferecer para o desenvolvimento sustentável no período pós-pandêmico?

Antes de responder à pergunta, insistimos que é necessário recriar o modelo e a matriz organizacional-empresarial que integrou os componentes econômicos, sociais e ambientais, que são seus próprios, orientados, nutridos e em linha com a essência da doutrina cooperativa.

Embora possa parecer antiquado ou romântico, a essência e identidade é a vantagem competitiva e distintiva que as cooperativas têm em relação a outros modelos empresariais e organizacionais que precisamos aprofundar.

Com isto em mente, e em resposta à pergunta que nos foi feita, gostaríamos de destacar e compartilhar oito elementos.

Um, valorizar a natureza aberta, democrática, socialmente igualitária, inclusiva e economicamente eqüitativa que é a essência fundamental das cooperativas.

Segundo, para evitar um viés econômico e a comercialização de algumas ações cooperativas, reconhecendo o significado do ato cooperativo como distinto do ato de comércio.

Três, para promover a capitalização coletiva, que não ignora a importância do capital, mas não lhe confere poder de decisão e controle institucional. Ela a coloca nas mãos e no centro dos membros.

Quatro, em um momento de volatilidade econômica, para oferecer a estrutura organizacional cooperativa do capital nacional ou capital de bandeira com raízes nacionais, locais e regionais, que não fecham ou deixam o país em tempos de crise. Reconhecendo que são empresas com soberania nacional que permanecem, não fecham em tempos de crise e estão comprometidas com a Argentina.

Cinco, em termos de emprego, geram trabalho decente, formal e registrado. Dada a falta, diminuição ou perda da centralidade do emprego formal, as cooperativas de trabalhadores oferecem uma alternativa de lógica autogerida e co-empresarial que na atual crise sócio-econômica permitiria passar do trabalho informal e precário para o trabalho organizado autogerido, em branco, de qualidade, com acesso à previdência social e regulamentado.


Fonte: Imprensa


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