Cooperativa adere a iniciativa Floresta Viva, do BNDES, para reflorestar 800 hectares na Bacia do Rio Grande em MG e SP

Publicado em: 12 novembro - 2021

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Projeto visa investir até R$ 500 milhões em reflorestamento de 16 mil e 33 mil hectares com espécies nativas e biodiversidade.

A Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais, assinou o acordo de parceria para participar da Iniciativa Floresta Viva, lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta quarta-feira, dia 10, com objetivo de conceder apoio financeiro a projetos de restauração florestal com espécies nativas e com sistemas agroflorestais nos vários biomas do território brasileiro.

A arrecadação será feita por meio de matchfunding, modelo de financiamento que junta recursos não reembolsáveis do BNDES ao dos parceiros. Em sua primeira fase, a Floresta Viva disporá de pelo menos R$ 140 milhões — sendo até 50% do Banco —, podendo chegar a R$ 500 milhões ao final da segunda fase. Mais de 40 organizações confirmaram participação no projeto, entre elas Petrobras, Grupo Heineken, Itaipu Binacional — em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul —, Philip Morris Brasil e Vale, por meio do Fundo Vale.

“Nosso objetivo é recuperar 800 hectares de área de preservação permanente (APP) e 800 nascentes na Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais e São Paulo. Vamos fornecer suporte técnico e mudas da Fundação Coopercitrus Credicitrus para garantir o acesso aos pequenos produtores, com até quatro módulos fiscais de fazendas”, informa o vice-presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, Matheus Marino.

O projeto com a Fundação Coopercitrus Credicitrus, que encontra-se em fase de submissão e aprovação no BNDES (assinatura de um protocolo de intenções), está avaliado em R$ 10 milhões, sendo metade financiado pelo BNDES, que serão investidos em mudas, suporte técnico especializado, mão de obra, entre outros recursos oferecidos pela cooperativa.

O presidente do conselho da Coopercitrus, José Vicente da Silva, comenta que essa iniciativa vem somar com ações sustentáveis desenvolvidas pela cooperativa. “Há muitos anos nós praticamos a sustentabilidade junto com nossos cooperados, entre elas, somos referência no recolhimento de embalagens de defensivos agrícolas, temos projetos de reflorestamento e recuperação de nascentes em áreas rurais. Prestamos suporte técnico para orientar os cooperados quanto ao uso correto e consciente dos insumos agrícolas, fornecemos usinas de energia fotovoltaica, sistemas de irrigação e tecnologias de agricultura de precisão que garantem uso racional da água, do solo e de insumos agrícolas. O BNDES visualizou a capacidade da Coopercitrus para operacionalizar esse projeto e com isso iremos beneficiar centenas de propriedades rurais na região da Bacia do Rio Grande”, enumera Silva.

A Fundação Coopercitrus Credicitrus, criada em 2019, converge as iniciativas ambientais, sociais e de fomento à pesquisa da Coopercitrus. Localizada em Bebedouro, SP, a entidade sem fins lucrativos visa o desenvolvimento dos seus cooperados e da comunidade no entorno, contando com parceiras que viabilizam grandes projetos voltados à pesquisa, educação e meio ambiente.

“A Floresta Viva sintetiza compromissos concretos dos nossos parceiros e do BNDES, para juntos realizarmos ações de restauração de florestas e de outras fisionomias de vegetação nos biomas brasileiros, o que contribui para a manutenção da sua riqueza em termos de biodiversidade e captura de carbono. Também daremos uma relevante contribuição na recuperação de bacias hídricas por meio do restauro de mananciais, tão caros ao país, especialmente para garantir a segurança de abastecimento das pessoas e dos negócios que empregam milhares de brasileiros”, explica Petrônio Cançado, diretor do BNDES responsável pelo Departamento de Relacionamento de Impacto com o Setor Corporativo.

“Além disso, também daremos uma relevante contribuição na recuperação de bacias hídricas por meio do restauro de mananciais, tão caros ao País, especialmente para garantir a segurança de abastecimento das pessoas e dos negócios que empregam milhares de brasileiros. Por conta dessa missão de desenvolvimento, clara e relevante, esperamos alavancar ao longo de sete anos R$ 500 milhões, sendo até R$ 250 milhões do BNDES e o restante de parceiros do setor corporativo ou público.”

Segundo o diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do Banco, Bruno Aranha, a Floresta Viva ajudará a impulsionar o setor de restauração ecológica e as empresas brasileiras na transição justa para uma economia neutra em carbono. “Com essa iniciativa, nossa expectativa é reflorestar entre 16 mil e 33 mil hectares com espécies nativas e biodiversidade, podendo capturar cerca de 9 milhões de toneladas de CO2 equivalente ao longo da vida dos projetos”, afirma.

Por intermédio de chamada pública, será selecionado um parceiro gestor para a iniciativa, o que deverá ocorrer até o final de 2021. Ele ficará responsável pela organização do processo de seleção pública dos projetos a serem apoiados — cuja primeira chamada deve ser realizada no primeiro trimestre de 2022. Terá ainda, entre outras, a atribuição de receber os recursos do BNDES e das demais instituições apoiadoras e repassá-los para os projetos contemplados, acompanhar sua aplicação e monitorar os resultados.

Serão apoiados projetos que tenham como finalidade a restauração ecológica de áreas enquadradas em uma ou mais destas categorias: Unidade de Conservação da Natureza (UCs), de posse ou domínio públicos; áreas de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), com exceção daquelas constituídas como parte de acordos extrajudiciais, condicionantes/termos de licenciamentos e/ou compensação ambiental ou por determinação judicial; áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL) em assentamentos da reforma agrária e em propriedades privadas de até quatro módulos fiscais, devidamente inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR); e áreas em terras indígenas, territórios quilombolas e de outras comunidades tradicionais.

Cada projeto contemplado receberá um investimento de, no mínimo, R$ 5 milhões. Os recursos poderão ser empregados, por exemplo, na aquisição de sementes, mudas, insumos, equipamentos e cercas; na implantação ou ampliação de viveiros de mudas; em capacitação profissional; e no pagamento de mão de obra, pesquisas, estudos e serviços técnicos necessários à execução do projeto. Entre os itens passíveis de apoio, também estão as atividades para elaboração, aprovação, validação, verificação e emissão de créditos de carbono, quando associadas à realização dos objetivos do projeto.


Fonte: Imprensa Coopercitrus


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