Cooperativismo: pessoas na frente do capital

Publicado em: 19 agosto - 2021

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Uma cooperativa é uma sociedade de pessoas constituída para prestar serviços aos associados, com uma série de distinções em relação a empresas tradicionais. Entre elas, estão a repartição dos lucros (ou sobras líquidas) entre os associados e a representação igualitária entre eles pelo voto, como diz a Política Nacional de Cooperativismo, legislação em vigor no Brasil desde 1971.

“O [aspecto] econômico não é o fim do cooperativismo, ele é o meio. O objetivo final é satisfazer uma necessidade daquele grupo de pessoas, seja emprego, renda, qualidade de vida, moradia, trabalho”, disse Camila Luconi Viana, mestre em gestão e professora de cooperativismo.

O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2020 contabilizou 5.314 cooperativas atuantes no país, com 15,5 milhões de cooperados — 82% deles pessoas físicas — que atuam em ramos como agropecuária, crédito, saúde, transporte, trabalho e produção de bens e serviços.

O estudo é realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras e só considera cooperativas que possuem registro ativo junto à entidade. O professor da Universidade Federal de Viçosa Mateus Neves estima um total de 20.000 cooperativas no Brasil, muitas delas registradas em outras entidades. Quase metade dos produtos vindos do campo no país passam por produtores rurais associados a cooperativas, segundo o IBGE.

Neves afirma que, por definição, o cooperativismo coloca as pessoas à frente do capital. Isso porque o voto de qualquer cooperado tem o mesmo peso dentro da instância máxima de decisão da cooperativa, independente da sua capacidade de produção ou poder econômico.

Todos os associados são como donos da cooperativa e, ao contrário dos acionistas de uma empresa, estão envolvidos diretamente com a atividade desempenhada por ela.


Fonte: ECOA


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