Em 18 anos, Sistema Campo Limpo (SCL) recicla 600 mil toneladas de embalagens

Publicado em: 03 fevereiro - 2021

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Seiscentas mil toneladas. Esse é o volume global de embalagens para reciclagem (ou incineração) encaminhadas, de 2002 a 2020, pelo Sistema Campo Limpo (SCL), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV). Somente no ano passado, foram recicladas mais de 49,8 mil toneladas embalagens.

Para o diretor-presidente da InpEV, João Cesar Rando, os resultados obtidos confirmam a posição do SLC como referência mundial em matéria de destinação adequada para esse material. “Esses números mostram que estamos preparados para atender à demanda do setor agrícola”. Frente à rápida expansão do agronegócio – acompanhada pelo alto consumo de defensivos agrícolas do país – aumenta a importância de o país contar com um programa de logística reversa aplicado ao setor de embalagens. Nesse aspecto, Rando destaca o papel central exercido pela legislação, no sentido de replicar socialmente o conceito de responsabilidade compartilhada, em paralelo ao engajamento e participação constante de todos os elos da cadeia produtiva agrícola, como indústrias, canais de distribuição, produtores rurais e poderes públicos.

Dedicação providencial

O dirigente da inpEV entende que o sucesso da iniciativa se deve, sobretudo, à dedicação de todos os envolvidos, no que toda à incorporação da rotina de trabalho e às medidas preventivas contra a covid-19. “Essa articulação bem-sucedida nos capacitou a atender todas as necessidades de destinação de materiais do campo, e para acompanhar a arrancada do setor agrícola, o que serviu para amenizar a crise provocada pela pandemia”, acrescenta.

Segundo dados da instituição, de cada 100 embalagens encaminhadas ao SCL, 94 são recicladas e transformadas, por exemplo, em resinas para artefatos diversos (tubos e conduítes), ou como matéria-prima para fabricação de novas embalagens de defensivos agrícolas (Ecoplásticas®) e tampas (Ecocaps®). Estas, em seguida, retornam à indústria, completando, assim, o que se convencionou chamar de economia circular. De acordo com estudo setorial publicado pelo BNDES, o SLC responde hoje pelo recebimento e destinação final de 94% das embalagens primárias de defensivos agrícolas – aqueles em que há contato direto com o produto – e por 80% de todo o volume de embalagens comercializadas (plástico, papelão e metal), o que confere ao Brasil a liderança mundial desse ramo de negócio, superando Alemanha (76%) e Canadá (73%).

Desde 2002, atuando como gestor do SCL na destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e em ações de conscientização e educação ambiental, o inpEV é uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores. Enquanto o inpEV desempenha o papel de articulador dos elos da cadeia produtiva, visando a destinação adequada das embalagens, cabe ao Poder Público regular e fiscalizar todo o processo.  


Por Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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