Investimento em recursos humanos surge como diferencial para as cooperativas

Publicado em: 01 dezembro - 2020

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Com a colaboração em sua essência, cooperativas se aproveitam dessa característica para investir em projetos visando a evolução das pessoas, consideradas o seu principal ativo

Cooperativas de todo o país estão buscando cursos de capacitação com o objetivo de melhorar as competências de seus colaboradores e, ao mesmo tempo, planejar o futuro das organizações. Neste mês de Novembro, a Unimed Curitiba implantou o Programa Venturo, que já formou 40 colaboradores em workshops com carga horária de 40 horas. O projeto foi criado sob medida para cooperativa de saúde por intermédio do Isae Coop, braço da instituição de ensino ISAE Escola de Negócios, que desenvolve soluções específicas para cooperativas há 20 anos e já atuou em mais de 700 projetos em 150 cooperativas de 6 estados.

A Unimed Curitiba adotou os programas de capacitação desenhados para analistas e cargos de assistentes. Após a análise de desempenho, os colaboradores que obtém performance acima do esperado ganham a possibilidade de participar do curso, que é dividido em cinco blocos: “Fui promovido, e agora?”, “Plano Estratégico de Vida e Carreira”, “Design Thinking”, “Global Mindset” e “Melhorando Resultados”. Ao fim da iniciativa, os participantes são avaliados e integram um Banco de Talentos, que é usado para preencher cargos na cooperativa antes de abri-los ao mercado externo.

“Um dos objetivos da área de Recursos Humanos é reconhecer as pessoas que se destacam e tem feito entregas além do esperado. Nosso foco com essa iniciativa é desenvolver as pessoas que já atuam conosco e que estão na posição de assistentes”, explica a analista da Unimed Curitiba, Aline Bernardo Bandeira. “Muitos já tinham avaliações positivas e, com o programa, conseguimos estimulá-los ainda mais para focar no avanço de carreira, potencializando as suas competências”, ressalta.

Devido à pandemia, todos os blocos do programa estão sendo realizados integralmente em formato digital, com aulas ao vivo. Além da capacitação, o propósito do Venturo – que mescla as palavras “aventura” e “futuro” – é dar aos colaboradores informações para que sejam protagonistas de suas carreiras. “Nosso objetivo é dar subsídios para que possam dar esse passo por conta própria. Existe também a questão do pertencimento à cooperativa. O colaborador passa a se sentir orgulhoso”, diz Aline.

Na avaliação do professor de Recursos Humanos e Gestão do ISAE, Júlio dos Reis, as cooperativas precisam tirar vantagem de seus pontos facilitadores na relação com os colaboradores, especialmente para transmitir o seu propósito. “É preciso envolver as pessoas nas ações da cooperativa para que se engajem mais e tenham mais comprometimento e entendimento do propósito da cooperativa, fortalecendo seu vínculo e história”, diz. Estima-se que existam mais de 6,8 mil cooperativas no Brasil, de acordo com dados da Organização das Cooperativas do Brasil, com 14,6 milhões de cooperados e 425 mil colaboradores.

Capacitação na essência

Para o professor, a forma de operação das cooperativas – baseada em um objetivo em comum de um grupo de pessoas – demanda investimentos constantes nas pessoas, consideradas o principal ativo do negócio. A aplicação de recursos em iniciativas que visem essa melhora, como o Projeto Venturo, devem ser incentivadas. “Nesse ambiente, que tem a integração de pessoas na essência, o investimento na formação de colaboradores deve fazer parte do propósito do negócio pelo seu aspecto estratégico”, explica.

De acordo com o especialista, as iniciativas de capacitação devem estar conectadas a outros processos internos para que resultem em melhora palpável, seja no atendimento ao cliente, na produtividade ou na qualidade dos serviços. “Uma empresa só muda de patamar se tiver pessoas que elevem ao nível esperado de performance”, diz. Para ser estratégica, a área de Recursos Humanos precisa se integrar a outros setores em busca de soluções eficazes.

Nesse contexto, o foco deve ser mais nas pessoas do que na tecnologia – um erro comum cometido por muitas empresas. “A tecnologia é um meio, não o fim. Ela dá condições para melhorar resultados, mas não de forma isolada. Atualmente, há tecnologia por preço acessível e de forma confiável, mas há necessidade de que as pessoas saibam usá-las”, completa Júlio dos Reis.


Fonte: ISAE Escola de negócios


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