Lançamento do Anuário confirma crescimento do cooperativismo mineiro pelo sexto ano consecutivo

Publicado em: 15 junho - 2021

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O Sistema Ocemg lançou, no dia 1º de junho, a 16ª edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, que confirmou o crescimento do setor pelo sexto ano seguido. O evento reuniu, virtualmente, cerca de 500 dirigentes, colaboradores e cooperados de todo o Estado.

De acordo com a publicação, em 2020, as cooperativas com sede em Minas Gerais movimentaram um total de R$ 73,4 bilhões – crescimento de 20,7% em relação 2019, quando foram registrados R$ 60,8 bilhões. Também é destacada a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que ficou em 11%. Em Minas Gerais, 29,5% da população está ligada direta ou indiretamente a uma cooperativa, ou seja, três em cada 10 mineiros são cooperativistas.

Os valores ganham ainda mais destaque quando comparados com o PIB de Minas Gerais e do Brasil. No mesmo período, a economia no Estado teve queda de 3,9%, enquanto o Brasil obteve um decréscimo do PIB de 4,1%, de acordo com dados da Fundação João Pinheiro (FJP) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), respectivamente.

O estudo aponta que o cooperativismo segue como um grande gerador de postos de trabalho, com um crescimento de 4,3% no quadro funcional, ultrapassando a marca de 55 mil pessoas empregadas. No ano passado, o segmento registrou também um crescimento de 9% no número de cooperados em Minas, o que equivale a 200 mil novos membros.

O segmento totaliza 2,1 milhões de cooperados, 55.441 mil empregados, reunidos em 773 cooperativas. As cooperativas geraram ainda R$ 2,1 bilhões em tributos, representando 4,5% do faturamento total de 2020.

Em sua fala de abertura no evento, o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, agradeceu as cooperativas pelo envio dos dados que “servirão como uma bússola que irá nortear como atuar com eficiência no cooperativismo mineiro”. Scucato frisou ainda que o “Anuário tem como finalidade passar informações sobre a situação econômica e social das cooperativas mineiras, que têm um ingrediente importante em sua composição: elas estão no mercado fazendo negócios e têm o componente que as diferencia das empresas mercantilistas, que é a preocupação com o social, também contemplado pelo estudo”.

Integrando o evento, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ressaltou que a publicação “demonstra a capacidade de resiliência que as cooperativas tiveram para superar os desafios da pandemia sanitária, que se desdobrou em uma crise política e econômica”. Segundo o dirigente, os dados são importantes para que as cooperativas possam usá-los nas estratégias de negócio e para que OCB e Unidades Estaduais tenham informações para negociar e fazer a defesa dos interesses institucionais do cooperativismo junto aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Complementando a fala de Freitas, a Gerente Técnica e Econômica do Sistema OCB, Clara Maffia, apresentou as ações da entidade com foco em mercado e inovação. Segundo ela, a equipe que forma o Núcleo de Informações e Mercados na Unidade Nacional se dedica a pensar ações, produtos e serviços para as cooperativas de todo o país, como a plataforma de conteúdos ConexãoCoop; o Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, traduzido para 10 idiomas; parcerias institucionais, entre outras iniciativas com foco em dar base para que o setor siga o caminho do crescimento.

Cenário atual

Convidados a contextualizar os dados do cooperativismo perante a situação socioeconômica do país e do Estado, os economistas Rita Mundim e Ricardo Amorim participaram do evento de lançamento.

Rita, que é Influenciadora Coop, economista e comentarista da Rádio Itatiaia e do Bom dia Coop, ministrou a palestra “Cenários e Tendências do Cooperativismo Mineiro”. Na oportunidade, ela fez uma análise dos números do setor, relacionados com o cenário brasileiro, mineiro e mundial. Rita explicou que, atualmente, “as pessoas são o centro de tudo e as cooperativas são uma somatória de pessoas, por isso considero o século XXI o século do cooperativismo. A economia está cada vez mais compartilhada e, mesmo com uma transição do presencial para o digital, o foco sempre é atender bem as pessoas”, completou.

Para exemplificar, a economista frisou o dado de que quase 30% da população mineira está envolvida com o cooperativismo, destacando a força do segmento e o potencial das cooperativas para seguirem crescendo e desenvolvendo as comunidades em que estão inseridas.

Já a palestra “Perspectivas para a Economia Brasileira e Mundial” ficou a cargo de Amorim, considerado pela revista Forbes uma das 100 pessoas mais influentes do país, com mais de 20 anos de atuação destacada no mercado financeiro mundial e um dos apresentadores do programa Manhattan Connection.

Amorim destacou que “as cooperativas prestam um papel importante para o país, principalmente, em momentos difíceis. Se olharmos a última década, o Brasil viveu crises profundas e, não por acaso, tivemos um crescimento exponencial do cooperativismo no país e em Minas”. O economista comentou que, no ano passado, a economia foi impulsionada por setores que atendem pessoas com rendas mais baixas, devido ao consumo de alimentos, o que explica os números relevantes da agropecuária.

Para o futuro, a depender principalmente do ritmo da vacinação, Amorim acredita que a economia deve voltar a funcionar normalmente a partir do último trimestre deste ano, impulsionada pela renda do auxílio emergencial e a possibilidade das pessoas, após o isolamento, passarem a ter um gasto maior com coisas que lhes trarão prazer. Além disso, “o mundo terá a maior taxa de crescimento da história”. Segundo o economista, a demanda por produtos brasileiros poderá ser alta, como commodities minerais e agrícolas. Os riscos, de acordo com ele, para que este crescimento não ocorra, são a inflação, a alta nas taxas de juros e do dólar.

Clique aqui e acesse a integra com todas as informações apuradas pelo Anuário.


Fonte: Sistema Ocemg


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