Número de beneficiários das cooperativas paranaenses de saúde aumentou 10,5% em 2021

Publicado em: 23 março - 2022

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Com expansão de 10,5% na carteira de beneficiários, as cooperativas paranaenses do ramo saúde atingiram 2.494.453 vidas em 2021. De forma relativa, a faixa de pessoas com mais de 59 anos foi a que apresentou maior crescimento e passou a representar 15,9% do total de beneficiários, sendo que no ano anterior respondia por 9,4% da carteira. Os dados constam no cenário consolidado do ramo elaborado pela coordenação de Monitoramento do Sescoop/PR, com os dados fechados de 2021.

O levantamento mostra ainda que o segmento encerrou o ano passado no Paraná com 36 cooperativas, entre as quais 21 do Sistema Unimed, 5 do Sistema Uniodonto; 5 de especialidades médicas, 2 odontológicas e 3 de profissionais de saúde em geral (não médicos). Juntas, elas registraram crescimento de 8,39% no faturamento, chegando a R$ 7,6 bilhões, segregado da seguinte forma: 93% oriundos das operadoras de planos de saúde e 7% das não operadoras de planos de saúde. Em relação às operadoras de saúde, a composição da receita ficou assim dividida: 38,31% plano empresariais; 34,24% planos familiares; 22,87% planos “custos operacionais” e 4,58% outras receitas.

As cooperativas que atuam como operadoras de saúde também se destacaram no ano passado por demonstrarem solvência perante a metodologia da Agência Nacional de Saúde (ANS), que regulamenta o setor. “No conjunto, o ramo cumpriu com 109% das exigências, ou seja, um excedente de 9%”, ressalta o coordenador de Monitoramento do Sescoop/PR, João Gogola Neto.

O cooperativismo de saúde também alcançou resultado de R$ 10,1 milhões no ano passado. O valor, no entanto, é 98% menor em relação ao montante do ano anterior. “Em 2020, o ramo apresentou resultado positivo superior às expectativas, dada a restrição de atendimentos eletivos, que ficaram represados e, em 2021, retornaram e fizeram o índice de sinistralidade crescer. Agregado a este fato, ainda houve o reajuste negativo (-8,19%) dos planos de saúde familiares, o que também pressionou as margens das cooperativas operadoras”, esclarece Gogola.

O índice de sinistralidade total passou de 76,9% para 87,6%, maior índice desde 2015. Já o quadro social cresceu 1,0%, chegando a 16.774 cooperados, e o laboral apresentou expansão de 12,1%, atingindo 7.558 funcionários.


Fonte: Sistema Ocepar


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