PAPO COOP #2 – Cooperativismo Humanizado: O Poder do Encanto

Publicado em: 31 agosto - 2021

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O segundo episódio do PAPO COOP traz para o palco Ricardo Gandra, jornalista e palestrante. E, para falar sobre uma das missões mais nobres do cooperativismo – a preocupação com as pessoas – Gandra reflete sobre o tema “Cooperativismo Humanizado: O Poder do Encanto”. 

Pessoas são a base de tudo. E o cooperativismo foi criado apoiado na ideia de colocar as pessoas no foco de tudo. Mas como humanizar os processos e as relações, quando o mundo está cada vez mais apoiado em ferramentas digitais? 

“Quando falamos de cooperativismo humanizado, estamos falando da possibilidade de aproximar pessoas” 

Cooperativismo é sinônimo de pessoas. No plural. Afinal, como Gandra de antemão lembra, cooperar é um verbo que imprime a dependência do outro. O ato de cooperar não se faz na individualidade. É preciso criar uma ação que una as pessoas. Cooperar é – como a própria palavra indica – unir pessoas ao redor de uma causa comum. 

Cooperativas surgiram – e continuam a surgir – a partir dessa máxima. Em tempos de caos, a união de pessoas fez com que o movimento surgisse. Séculos se passaram, e vivemos com uma nova incerteza, como conciliar as facilidades da tecnologia com o foco nas pessoas que o movimento tanto prega. Gandra, destaca, que o primeiro passo é ver a tecnologia como uma ferramenta de aproximação, e não de distanciamento. Para isso, a é preciso humanizar a ferramenta. É preciso humanizar a tecnologia. 

E humanizar é, como ele nos conta, encantar. É colocar o cooperado em foco, e mostrar que ele é o elemento essencial para o cooperativismo. Ele é o protagonista. Aproximar o cooperado e entender suas demandas, é o primeiro passo para continuar a promover a preocupação com as pessoas. Se feito da maneira correta, não é a tecnologia que irá atrapalhar esse processo. 

“O cooperativismo humanizado é não se aproximar das pessoas apenas em busca de soluções, mas também com o objetivo de se relacionar” 

Na busca por humanização, é preciso entender o outro. Ouvi-lo, para entender suas necessidades. Cooperativismo é, Gandra ressalta, vidas humanas impactando vidas humanas. É neste diferencial que o cooperativismo como um todo se destaca. Na oferta de experiências. No café servido na cooperativa e no aperto de mão. Ou simplesmente, na utilização do nome para se dirigir ao seu cooperado. 

“Quando você quiser aproximar o seu cooperado, customize o seu atendimento. Ofereça encantamento. Ou você será só mais uma instituição” 

Antigamente, a tecnologia era um diferencial. Hoje, a experiência do cliente tomou essa frente. E o cooperativismo tem isso em sua essência. O desafio é, como Gandra destaca, continuar a fazer isso num movimento que a cada ano, atrai mais e mais pessoas. O número cada vez maior de cooperados a serem atendidos é, vale lembrar, resultado do sucesso do próprio modelo cooperativo. 

Mas, com tantas opções lá fora, como continuar a ser diferente? Como ser uma alternativa que se destaca? 

“Continuamos diferentes quando oferecemos aquilo que nos tornam diferentes: o atendimento humanizado” 

A resposta para essas dúvidas, retornam para as origens do cooperativismo: pessoas. Gandra repete mais uma vez aquilo que iniciou essa conversa: é preciso investir e focar em experiência de pessoas. Humanizar o atendimento desde o momento em que o cooperado pisa em uma agência cooperativa. Este é o momento que define tudo. 

Para que esse atendimento customizado continue, é preciso que as cooperativas continuem a investir em capital humano. Aumentar o número de pessoas nos bastidores é essencial para que o diferencial do movimento continue a se fazer presente: observar cada cooperado como um caso específico. Não um número numa planilha, ou um número de CPF. Mas como aquilo que eles são: pessoas. Enquanto nós, cooperativistas, lembrarmos disto, estaremos realizando a manutenção do principal pilar de tudo o que fazemos: o interesse pelo próximo. O coletivo, acima do individual. Essa é a chave para cooperativismo humanizado continuar, mais HUMANO do que jamais foi. 

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Por Redação MundoCoop



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