PAPO COOP #6: A Cultura de Inovação

Publicado em: 28 setembro - 2021

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O sexto episódio do PAPO COOP traz para o palco Rodrigo Barros, Professor, palestrante e Head de Inovação da ISAE Inova. Para desvendar os processos que levam ao desenvolvimento das cooperativas, ele fala sobre o tema ‘A CULTURA DE INOVAÇÃO’. 

Quando falamos de cultura, logo pensamos em coisas como hábitos, costumes e outras características de um povo. A cultura é – nesta visão – o reflexo de um grupo, carregando sua história, através de elementos como música, arte e outros.  

“A cultura, num determinado fluxo de tempo, caracteriza um grupo pessoal” 

Podemos então concordar que a cultura é um conjunto de valores, práticas, costumes, processos e outros. É um conjunto de hábitos, compartilhados de forma coletiva. Quando falamos de cultura de inovação, estamos falando de algo que vai além dessa perspectiva, perpassando elementos materiais e imateriais. E assim como na cultura, a percepção de inovação – parte essencial desta discussão – também se transformou ao longo da última década. 

“A cultura de inovação é o tema mais importante quando falamos de inovação” 

A inovação dentro das organizações já passou por outras fases. Da chamada gestão de inovação, para a simples inovação em processos e, atualmente, a cultura de inovação. Esta última, compreende toda a dinâmica presente dentro de uma organização – neste caso, a cooperativa – e está presente em um processo contínuo. Que corre pela organização, como um rio atravessa planícies rumo ao mar. 

“Cultura de Inovação é o sangue da sua cooperativa” 

E, assim como o pulmão ou o coração são partes essenciais do corpo humano, a cultura de inovação é um elemento essencial para a cooperativa. Porém, ela funciona como sistema. Não como um órgão, isolado e limitado a alguma função específica. Mas sim, como algo que, como o sangue, corre através das veias da organização, levando seu impacto para os mais diversos setores. 

Para que isso ocorra de forma efetiva, é preciso observar a inovação sob o ponto de vista estratégico. Olhá-la não apenas como um texto num livro, mas como uma ferramenta de aplicação prática. Para que a inovação e a cultura de inovação tenham o impacto desejado, é preciso aplicá-la. 

“A inovação é fruto do ser humano criativo” 

E, para que haja um ambiente favorável à disseminação de uma cultura de inovação, é preciso investir em outros aspectos, e não apenas em ferramentas brutas. O principal desses elementos é, como Barros nos conta, a CRIATIVIDADE. Não se inova se não houver uma aguçada mente criativa. Para que haja a inovação, a criatividade deve ser pensada como um elemento que a antecede. 

Desta forma, a criatividade torna-se um elemento primordial para que novos conhecimentos sejam disseminados, e consequentemente, haja uma cultura de inovação. É preciso criar um ambiente favorável a isso. E a melhor forma, é educando. 

“A inovação em sua essência, é um processo educativo” 

Num mundo cada vez mais competitivo, a busca por resultados torna-se em muitos ambientes, o principal objetivo. Com isso, outros elementos importantes são deixados de lado. Para que haja uma cultura de inovação, tal realidade não pode existir. Pois o excesso de pressão para inovar, impacta negativamente o potencial criativo e a cultura de inovação 

Portanto, o primeiro desafio da cooperativa é, sem dúvidas, criar um ambiente favorável. Fomentar e estimular um ecossistema de criatividade, sempre em busca de soluções e novas ideias. E tal movimento deve ser contínuo. Inovação é um processo educativo, que provoca, estimula e faz brotar novas visões de mundo. 

Para isso, é preciso um trabalho conjunto da cooperativa. Inserir no ecossistema de criatividade todos os colaboradores, independentemente de sua posição na hierarquia. A missão de educar é de todos. Bons líderes são aqueles que também são bons professores e professoras. 

“A grande questão da inovação não é tornar a sua cooperativa mais competitiva. Mas sim, tornar as pessoas mais criativas” 

Por fim, então, é preciso estimular uma nova forma de falar sobre inovação. Não tratá-la como um processo de pouca importância ou de fácil execução. Mas dando a devida atenção ao que é necessário para que ela ocorra de forma efetiva na cooperativa. Para isso, é preciso uma análise profunda. Respondendo perguntas provocativas e ainda repensar os valores que podem – de forma clara ou não – atrapalhar o desenvolvimento de uma cultura de inovação. 

Para a sua cooperativa colocar em prática a cultura de inovação, é preciso alinhar todas as ações de inovação com o planejamento estratégico da sua cooperativa. Envolver todos, sem deixar nenhuma área de fora. E a partir disso, investir – monetariamente ou não – em elementos que realmente levarão ao desenvolvimento: a cultura organizacional, o modelo mental e a visão dos cooperados, e a capacitação com as ferramentas necessárias. Só assim, a cultura de inovação se fará presente. 

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Por Redação MundoCoop



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